| SINDICATO
DOS METALÚRGICOS
Aparando as arestas
Candidatos à eleição
participam de mesa-redonda no Ministério
do Trabalho
VOLTA
REDONDA - As chuvas de liminares
que cercaram o processo eleitoral para
a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos
parece ter data para terminar: dia 14 de
junho, quando será realizada a última
audiência entre os representantes
das chapas concorrentes à eleição
da entidade. Pelo menos no que depender
da atuação do juiz André Costa
Carvalho, da 1ª Vara da Justiça
do Trabalho de Volta Redonda, o primeiro
passo para o fim das divergências
já foi dado. Foi ele quem assinou
a sentença, no início do
mês, da suspensão das eleições,
a reabertura do prazo de inscrição
de chapas e a republicação
do edital.
Ontem, por iniciativa do juiz, os dois
candidatos à eleição
do sindicato, o atual presidente, Carlos
Henrique Perrut e o diretor da Conferência
Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos
(CNTM), Luiz de Oliveira Rodrigues, o Luizinho,
e o integrante da Comissão Interna
de Prevenção de Acidentes
(Cipa) da CSN, Renato Soares Ramos, compareceram
ao Ministério do Trabalho para uma
mesa-redonda. Na ocasião, foram
discutidos alguns itens referentes ao processo
de inscrição de chapas e
a organização do processo
eleitoral. O objetivo foi evitar que novos
confrontos judiciais ocorram.
Durante a audiência, o Carlos Henrique
Perrut fez questão de ressaltar
que, ao contrário das acusações
do candidato Renato Soares, que não
conseguiu registrar chapas, a presidência
do sindicato agiu com transparência
na organização do pleito.
“
Por excesso de zelo, publicamos o edital
em dois jornais com antecedência,
além do boletim do sindicato. O
informativo saiu na manhã do dia
9 de fevereiro de 2006, ultimo dia de inscrições
de chapa, e ainda havia tempo para que
Renato registrasse candidatura, ainda que
fosse em cima da hora”, justificou.
Além dos esclarecimentos acerca
do conteúdo do edital, foram discutidos,
durante a mesa-redonda, itens técnicos
das eleições. Foi acordado
entre os candidatos que como as eleições
serão realizadas em dois dias, as
urnas coletoras ficarão no Tribunal
Regional do Trabalho, como medida de segurança
contra fraudes. Ficou definido também
que não haverá qualquer tipo
de logomarca nas cédulas utilizadas
no processo eleitoral, sobretudo a do sindicato,
que faz alusão à CUT (Central Única
dos Trabalhadores).
A revisão na lista de associados
do sindicato com direito de voto, questão
reivindicada por Luizinho, um dos candidatos à presidência,
também foi tratada. Sobre isso,
a atual presidência se comprometeu
de fazer a checagem dos associados, entre
ativos e inativos.
A composição das mesas dos
locais de votação foi outro
assunto tratado. Foi decidido, na mesa-redonda,
que os presidentes da mesa serão
designados pelo sindicato, enquanto os
mesários e fiscais serão
nomeados pelos membros das outras duas
chapas. Para evitar maiores transtornos
e garantir a democracia nas eleições,
o Ministério Público acompanhará o
processo eleitoral
Em meio a discussões e troca de
farpas, Perrut respondeu às críticas,
dizendo que tudo o que quer é garantir
um pleito tranqüilo.
Durante a mesa-redonda, um dos advogados
do sindicato, João Nery Campanário,
disse que das quatro liminares contra a
organização do processo eleitoral
a atual presidência teve vitória
na maioria. Perrut, por sua vez, confirmou
o empenho do departamento jurídico
da entidade pela transparência das
eleições, garantindo que
a iniciativa do juiz pela audiência
foi a decisão mais acertada possível.
As próximas audiências no
Ministério do Trabalho serão
nos dias 25 e 26 de maio e a última,
no dia 14 de junho.
COLETIVA
Em entrevista coletiva realizada na tarde
de ontem, na sede do sindicato, Perrut
anunciou o novo prazo das eleições,
conforme publicado, ontem, em edital, em
A VOZ DA CIDADE. O pleito será realizado
nos dias 6 e 7 de julho e todo o processo
eleitoral, baseado no Estatuto Social do
sindicato.
O prazo para inscrições de
chapa começa hoje e termina terça-feira,
e as chapas podem ser inscritas na secretaria
eleitoral, que funcionará no final
de semana e no feriado.
De acordo com Perrut, a coletiva foi convocada
para que a imprensa regional tome ciência
das eleições e para evitar
transtornos como os que aconteceram, envolvendo
uma das chapas adversárias e o candidato à chapa
3, que foram parar na Justiça, resultando
numa série de liminares. "Vamos
trabalhar rigorosamente com o Estatuto
do Sindicato na condução
das eleições", afirmou
o sindicalista.
De acordo com o edital, o prazo para registro
das chapas é de cinco dias, contados
a partir de sua publicação,
logo, o prazo expira na próxima
terça-feira. Em relação à distribuição
das mesas coletoras de votos, o estatuto
determina que a localização
das urnas seja em locais estratégicos
de acesso dos metalúrgicos da região.
Nesse caso, haverá urnas na sede
do sindicato, nas subsedes do Retiro e
em Resende, na usina Presidente Vargas,
na Saint-Gobain, na Siderúrgica
Barra Mansa, nas empresas do consórcio
modular Volkwagen e Peugeot Citroen, entre
outros locais.
O edital informa ainda que a Secretaria
Eleitoral, na sede do sindicato, receberá os
requerimentos de registro de chapas.
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