| Reconhecimento
DNA para confirmação
Dúvida deixa família de comerciário
tensa
BARRA
MANSA - Após realizar uma
série de reconhecimento com familiares
e um confronto digital do corpo encontrado
dia 26 no Rio Paraíba, na altura
do Parque Maíra, em Pinheiral, não
foi confirmado como sendo do comerciário
Alexssandro Vianna, 20 anos. Para o reconhecimento
preciso o Instituto Médico Legal
(IML) colheu material e o encaminhou para
exame de DNA que será realizado
no laboratório da Polícia
Civil no Rio de Janeiro.
Segundo Lourival Silva de Oliveira, 26
anos, integrante da quadrilha acusada de
crimes de seqüestros e assassinatos
na região, em depoimento na 94ª Delegacia
de Polícia, em Piraí, após
levarem seu carro para um seqüestro
no município de Quatis no dia 21,
Alexssandro foi jogado vivo no Rio Paraíba,
da ponte do distrito de Floriano, amarrado
pelas mãos.
Dos seis familiares que foram reconhecer
o corpo encontrado, três afirmaram
que não é do comerciário
e por esse motivo foi requisitado um papiloscopista
do Instituto de Polícia Técnica,
que teve dificuldades para concluir o trabalho
por causa do mau estado das impressões
digitais do corpo e DNA. “É difícil
reconhecer um corpo que está na água
há mais de 100 horas”, diz
um dos familiares.
Apesar de já ter feito buscas em
todo o percurso do Rio Paraíba na
região, o grupamento de Corpo de
Bombeiros de Barra Mansa está de
prontidão, realizando outras buscas
direcionadas, em caso de o corpo encontrado
realmente não ser do comerciário.
O carro de Alexssandro, Corsa KOQ-0945,
foi utilizado pelo chefe da quadrilha, Édison
Viana, 43 anos, para realizar o seqüestro
mal-sucedido do comerciante de Quatis Nelson
Marques da Silva, 52 anos, que foi interrompido
quando um bloqueio da Polícia Rodoviária
Federal na Rodovia Presidente Dutra desconfiou
da Tracker prata, placa KNE 8224, em que
ele estava.
Lourival Silva de Oliveira, José Vieira
Júnior e Édison Viana confessaram
os crimes, mesmo sido ouvidos separadamente,
apresentando a mesma versão e foram
encaminhados para a Polinter, no Rio de
Janeiro, onde estão presos e serão
indiciados, segundo o delegado da 90ª Delegacia
de Polícia Civil, em Barra Mansa,
Wager Seixas, por latrocínio (roubo
seguido de morte), que prevê as maiores
penas do Código Penal. Se forem
condenados poderão cumprir de 15
a 30 anos de cadeia. O quarto integrante
da quadrilha, Ricardo Orelha, segundo informações
mora em Belford Roxo e está sendo
procurado.
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