Tribunal
do júri se reúne
BARRA
MANSA - Quarta-feira, o Tribunal
do Júri esteve reunido mais uma
vez, presidido pelo juiz titular da 1ª Vara
Criminal, Alberto Salomão Júnior.
Na acusação, a promotora
Ana Paula Moura, tendo na defesa o defensor
Público Rodrigo Pacheco. O réu,
Elias Raimundo Belarmino, 35 anos, foi
a julgamento popular acusado de tentativa
de homicídio contra a namorada em
2 de fevereiro de 1994.
Os trabalhos tiveram início por
volta das 10 horas, quando foi sorteado
o corpo de jurados. Em seguida foi ouvido
o réu e logo após, com a
retirada do réu de plenário,
a pedido da testemunha, a vítima
foi ouvida. Ela confirmou perante o magistrado
o que havia dito na delegacia.
A primeira a falar foi a promotora Ana
Paula Moura, que afirmou ao corpo de jurados
a vontade de Elias de matar a namorada. “Elias é um
perigo para a sociedade. Em 1993 foi condenado
a um ano e quatro meses por furto; em 1994
tentou matar a namorada e em 1996 praticou
um latrocínio, sendo condenado em
1997 a 26 anos de reclusão em regime
integralmente fechado. É este homem
que está a nossa frente, alegando
que está em depressão, se
diz ameaçado na prisão. Vejam,
senhores jurados, ele discutiu com a namorada
porque ela não queria mais conviver
com ele, o relacionamento já tinha
chegado ao fim. Depois de discutirem no
quintal da casa, ele deu um tiro nas costas
da namorada, ao tentar fugir ela caiu e
ele chegou perto e efetuou mais dois disparos
na direção da cabeça
da namorada. Um tiro acertou-lhe a nuca
e o outro, o maxilar, que deixou a vítima
um ano fazendo tratamento. Senhores jurados,
peço a condenação
de Elias por tentativa de homicídio”.
O defensor público Rodrigo Pacheco
afirmou: “Senhores jurados, não
foi tentativa de homicídio e sim
lesão corporal. Foi um crime passional
e não fútil, como a promotora
afirma. Peço aos senhores que não
acatem a tentativa de homicídio;
ele atirou na vítima, mas ocorreu
a desistência voluntária,
ele se arrependeu e não quis matar
a namorada”.
A promotora Ana Paula reafirmou ao corpo
de jurados: “Senhores, quem dá um
tiro nas costas e depois efetua mais dois
tiros em direção da cabeça
da vítima tem, sim, a intenção
de matar. Peço a condenação
de Elias”.
Mesmo com a grande argumentação do defensor, o conselho de sentença
entendeu que foi praticada tentativa de homicídio. O juiz Alberto Salomão
Júnior, depois dos agradecimentos, leu a sentença: Elias foi
condenado a oito anos de prisão. Mas já está cumprindo
uma sentença de 26 anos por latrocínio.
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