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BARRAMANSEANDO...
Professora Matilde Diniz Lacerda

     Bom dia, caríssimos leitores!
     O 1º de maio passou, mas aqui deixo um grande abraço para todos os trabalhadores desta querida cidade. Contudo, uma cena que assisti no início da semana me obriga a falar sobre a mesma: um tombo de uma senhora de idade devido ao mau estado de uma de nossas calçadas. É comum ouvirmos queixas sobre o tratamento no comércio, violência nas ruas, assaltos, problemas com a infra-estrutura urbana e outros tipos de desrespeito contra os idosos que me levam a lançar um desafio para a sociedade barramansense: o de começar uma campanha para dar a Barra Mansa melhores condições de vida para os idosos.
     Olhem, por exemplo, o estado dos passeios das ruas de nossa cidade; uns são muito estreitos, outros têm desnível em garagens, buracos, ladrilhos soltos, entre outros empecilhos. Todas essas questões nos preocupam pelo direito que os idosos têm de ocuparem o espaço público e de serem tratados como cidadãos e cidadãs. Tenho o segredo para resolvermos tal problema, se quiserem me ouvir, é claro!...
     As primeiras entidades que precisam se engajar nessa luta são as escolas, porque há uma queixa frente às novas gerações: está faltando respeito! Se nas escolas os professores ensinarem já é um bom começo.
     Seria ótimo, também, se um jornal local ou mesmo regional dedicasse sempre, pelo menos uma vez na semana, uma coluna para a 3ª idade, segundo outros, “melhor idade”. Talvez um lugar de imagens e textos de qualidade sobre um segmento social que precisa mesmo ser incluído como acontecimento e como possibilidade real: a velhice.
     Sabemos que envelhecer no Brasil ainda é visto por muitos como um país de jovens, torna-se quase um ato heróico. Porém, envelhecer é inexorável e uma conquista. Enquanto pudermos acrescentar qualidade aos anos vividos, poderemos acreditar que envelhecer não apenas é possível como desejável. Um exemplo de que ser velho é deixar a nossa marca no mundo, é auxiliar na construção de uma história que se faz cotidianamente, é ter sempre voz e vez num mundo em constante transformação. Encontro por aí tantos amigos e amigas nas mais diversas atividades, com seus olhos brilhando quando se vêem nas páginas de um jornal, seja em palavras ou em fotos. E, como ficam felizes os colegas do Grêmio Barramansense de Letras que aparecem em suas coletâneas, com belíssimos poemas, crônicas e contos ótimos! Alguns dos imortais das Academias Barramansenses de Letras ou de História que, com jovialidade, força, inteligência e amor a nossa cidade lutam, sem tréguas, por uma Barra Mansa melhor, são dignos de nossos elogios!
     Ao observar tudo isso, percebo que todos nós sabemos que somos importantes para as novas gerações. Mais: sendo notícias, mostramos que ainda podemos fazer um mundo cada vez melhor.
     Até a próxima!