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HISTÓRIAS E FATOS
José Antônio da Silva Duque

Adolpho Lutz: destaque na história da ciência no Brasil

     Adolpho Lutz nasceu no Rio de Janeiro, a 18 de dezembro de 1855, onde faleceu no dia 6 de outubro de 1942. Médico, cientista e pioneiro nos estudos sobre doenças epidêmicas e endêmicas, como febre amarela, tifo, malária e cólera, que grassavam no Brasil até as primeiras décadas do século XX.
     Lutz foi o criador da medicina tropical e da zoologia médica no Brasil, responsável pela identificação dos principais agentes transmissores da malária.
     Ainda bem jovem Lutz demonstrava inclinações para as Ciências, tendo freqüentando também centros de excelências em Berna (Suíça): Leipzig (Alemanha) Praga (Tchecolosváquia) Londres (Inglaterra) e Paris (França), doutorando-se em medicina em 1880, aos 25 anos, em Berna (Suíça).
     Exercendo a profissão de médico de 1880 a 1892 e como pesquisador, Lutz percorreu grande parte do Brasil, Europa, Estados Unidos e Oceania, deixando marcas significativas de sua passagem nos estudos sobre animais silvestres e domésticos.
     De 1889 a 1908 esteve à frente do Instituto Bacteriológico de São Paulo e de 1908 a 1940 dedicou-se à pesquisa no Instituto Oswaldo Cruz.
     Ganhou grande destaque internacional com as pesquisas relativas à Entomologia Médica, Helmintologia e Zoologia e na aplicação da medicina tropical voltada para os interesses científicos.
     Na Europa, o destaque foi o trabalho realizado em Hamburgo (Alemanha) ao lado do famoso professor Unna, grande estudioso da lepra. Em seguida, foi convidado para dirigir o leprosário de Molocai, no Havaí.
     Seguiu para os Estados Unidos, onde fez um profundo estudo sobre o problema da malária nas florestas serranas de São Paulo.
     Todas as suas obras tiveram extraordinária receptividade em todo o mundo. Em sua homenagem o Instituto Bacteriológico de São Paulo recebeu o nome de Instituto Adolpho Lutz. Em 1956, o Conselho Nacional de Pesquisa editou um livro sobre sua vida. Bertha Lutz, sua filha, dedicou-se incansavelmente à preservação da memória do pai. O Brasil deve a esse esforço a possibilidade de implantar a Biblioteca Virtual, que é consultada no momento.

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