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Vereador pede revisão da remuneração dos trabalhadores da prefeitura

     VOLTA REDONDA - A situação dos servidores públicos da cidade, há dez anos sem aumento, é uma preocupação do vereador Walmir Vítor (PT). A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, um requerimento de sua autoria pedindo ao prefeito Gotardo Netto (PV) a revisão geral da remuneração dos trabalhadores da prefeitura. O vereador explicou que, além disso, o chefe do Executivo terá que apresentar um projeto para recuperação das perdas salariais ao longo do período.
     “ Precisamos nos mobilizar para encontrar uma solução. A aprovação na câmara foi um sinal de que todos os vereadores estão preocupados com os servidores”, comemora Walmir. Ele explicou que o projeto a ser elaborado pelo prefeito para recuperação das perdas pode ser aquilo que a prefeitura tem condições de oferecer. “Vamos dizer que ele diga que só pode oferecer 20% em um mês e no outro mais 10%. O importante é começar de algum ponto”, afirma. As perdas salariais dos funcionários somam ao longo dos dez anos cerca de 180%.
     De acordo com o requerimento do vereador, a revisão anual dos salários dos servidores é uma obrigatoriedade do “inciso X do artigo 37 da Constituição Federal e Lei Municipal 3.149, respeitando a data-base, prevista em lei, para o mês de julho”.
     Walmir Vítor afirma que a categoria tem uma imensa importância para a economia da cidade. “São mais de 11 mil funcionários e se a prefeitura pagasse o merecido aos servidores, Volta Redonda teria mais retorno financeiro”, destaca. O prefeito tem 30 dias para responder a todos os itens do requerimento.

VISÃO DO SINDICATO

     O presidente do Sindicato do Funcionalismo de Volta Redonda, Sérgio Montenegro, parabenizou Walmir Vítor e espera que os outros vereadores o sigam. Mesmo sabendo que o vereador não pode legislar sobre as finanças da prefeitura, Montenegro afirmou estar feliz que a situação dos funcionários está sendo discutida. “Só um pedido desses cria clima para favorecer o servidor. Fico satisfeito e feliz em ver que o vereador está olhando os problemas do município”, destaca.
     Montenegro afirma que se pelo menos a intenção do requerimento fosse aceita o sindicato já ficaria satisfeito. Ele destaca mais uma vez que os salários da prefeitura estão achatados, denunciando que o servente está ganhando igual ao profissional que está há 20 anos no local. “O auxiliar administrativo da primeira referência, em fevereiro 1996, ganhava R$ 247,9 e o salário mínimo era de R$ 100. Ele ganhava 141% do mínimo. Dez anos depois, o salário mínimo está em R$ 350 e o dele não aumentou e chegará ao mínimo. Ele não ganha um centavo de diferença do salário mínimo. Não teve vantagem alguma e perde todos os meses. Se fosse reajustar esse servidor deveria ganhar R$ 742,27”, explica.
     O presidente do sindicato explica que por causa do reajuste do mínimo está tentando adiantar as conversações sobre a data-base, que é em junho. “A resposta do ano passado é que não havia condições para dar aumento. Deste ano também”, conta. Montenegro não descarta a possibilidade de greve, caso o prefeito não dê nada ao servidor. “O que vemos é a cidade pronta, arrumada e que continua com a desculpa que não tem dinheiro para o trabalhador. Vemos o estádio, quadras poliesportivas e outras obras e o funcionário ainda tem que pedir dinheiro emprestado”, conclui.