Voltar   Lara Guimarães

Moradores denunciam descaso do poder púbico com bairros

     BARRA MANSA - Moradores do bairro Saudade vêm enfrentando problemas com um depósito de lixo que está se formando na Rua Prefeito João Luis, em frente à residência 1.217. São pedaços de madeira, restos de comida, plásticos, enfim, lixo que há mais de dois meses vem sendo acumulando em uma das laterais da rua e tem deixado alguns moradores impacientes, pois o acúmulo, além do mau cheiro está contribuindo para a criação de insetos, como moscas e baratas. “O depósito de lixo começou quando a prefeitura veio, capinou as laterais da rua e deixou o mato amontoado no local. Desde então, vários moradores se acharam no direito de jogar lixo no mesmo local”, explica a aposentada Maria Aparecida Gomes, 63 anos.
     Para tentar resolver o problema o mais rápido possível, evitando desavenças com alguns moradores, caso reclame a eles, a professora Cecília Aparecida Barbosa, 54 anos, diz ter ligado para a Secretaria de Obras para pedir que fosse feita a remoção do lixo, mas até agora sua solicitação não foi atendida.

Cães de rua

     Outro problema que os moradores da rua vêm enfrentando é com relação ao grande número de animais domésticos, principalmente cães, que circulam pelo local. A diarista Joana D’arc Gomes, 38 anos, relata que ultimamente têm aparecido vários cachorros, inclusive de raça, no bairro e que além de causar barulho atrapalham o trânsito e avançam nas pessoas. “Solicitamos à prefeitura que viesse recolher, mas nos disseram que a carrocinha não está mais funcionando”, explica.
     Com pena dos animais que aparecem em sua à procura de comida, a professora já está com uma matilha em sua casa. “Não gosto de ver os animais sofrerem; sempre que posso eu os recolho, mas não tem como ajudar todos, pois além de gastar com comida para eles já não disponho de mais espaço para mantê-los em minha casa”, revela Cecília enquanto mostra os vários gatos que abriga em seu quintal. A moradora diz que várias vezes um representante da Sociedade Protetora dos Animais, atendendo às solicitações, foi lá recolher alguns animais, mas, segundo ela, a instituição ainda não tem abrigo, o que acaba dificultando o trabalho.
     Ao falar sobre o problema, Cláudia Pereira de Andrade Damião, coordenadora da Sociedade Protetora dos Animais, revelou que o trabalho de recolhimento ou assistência deveria ser feito pela prefeitura, mas como o canil municipal foi interditado devido à falta de higiene do local e ao excesso de cães que eram colocados dentro do abrigo, o trabalho de recolhimento não está mais sendo realizado.
     Após ser informada sobre o problema na Rua Prefeito João Luis, Cláudia revelou que uma representante da instituição e um veterinário estariam se deslocando até aquela via para tentar resolver o problema. “O que temos feito para amenizar o problema são as cirurgias de esterilização dos animais, mas queremos e precisamos criar um abrigo e para isso precisamos de recursos”, lamenta. Atualmente a Instituição se mantém somente com contribuições feitas pelos seus sócios.
     Cláudia diz que a Sociedade Protetora dos Animais já entregou um projeto para a prefeitura providenciar recursos, que seriam oriundos da União, destinados à criação de uma sede para a instituição, mas até o momento não obteve resposta para a reivindicação. Se a criação do abrigo for concretizada, a coordenadora diz que a sociedade pretende desenvolver, também, um centro de estilização e realizar um trabalho de conscientização junto à população.

Bairro Piteira

     A séroe de problemas nos bairros não pára aí. Nesta semana, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Piteira, Zélio Resende Barbosa, procurou a equipe de reportagem de A VOZ DA CIDADE para falar sobre o descaso do poder público com aquele bairro. Zélio relata que semana passada um grupo, formado por 130 moradores, realizou uma assembléia e elaborou uma pauta de reivindicações que já foi entregue ao prefeito.
     Na pauta estão incluídas obras de asfaltamento de algumas ruas do bairro e construção de duas pontes/passarelas ligando ruas. “Têm ruas que têm mais de 65 anos e ainda não foram asfaltadas. Há 12 anos não se faz obras no nosso bairro. Isso é inadmissível”, desabafa. Os moradores deram um prazo de sete dias para a prefeitura responder às reivindicações, e se o resultado não for positivo novamente estarão se reunindo no dia 14.