Greve
acaba e Sepe negocia com governo estadual
SUL
FLUMINENSE - Depois de 44 dias de
paralisação, os profissionais
da rede estadual de educação
decidiram suspender a greve. A medida foi
deliberada em assembléia geral na última
semana, no Rio. A categoria decidiu permanecer
em estado de greve e aguardar os resultados
das próximas negociações
com o Governo do Estado. A primeira delas,
depois da greve, acontece hoje, às
18 horas, na Secretaria Estadual de Educação,
no Rio.
Com isso, a comissão do Sindicato
Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe)
espera discutir os pontos considerados
emergenciais com o secretário Arnaldo
Niskier e conseguir avançar em algumas
questões como a incorporação
das gratificações do Nova
Escola, avaliadas em R$ 16 bilhões,
ao piso salarial, bem como a redução
da jornada de trabalho dos profissionais
com carga de 40 para 30 horas semanais.
“
Outras medidas que ele pode negociar sem
causar impacto na folha de pagamento estão
relacionadas à incorporação
dos professores de 40 horas no Plano de
Carreira, atualização do
enquadramento dos profissionais da educação
por formação, por exemplo.
São medidas que vão regular
a vida profissional do servidor da educação”,
afirma Maria das Dores Mota, diretora do
Sepe, Núcleo Volta Redonda, acrescentando
que caso a governadora não se candidate
o prazo para concessão de reajuste
conta 180 dias antes do fim do mandato,
ou seja, início de junho.
Dodora explica que desde o início
do ano o Sepe tem tentado abrir um canal
de negociação com o governo,
mas não houve praticamente nenhuma
resposta por parte da governadora Rosinha
Garotinho, sobretudo quanto à reivindicação
de reajuste salarial. A principal reivindicação
dos professores e funcionários administrativos
estaduais é um reajuste emergencial
de 34,65%, uma vez que os servidores da
Educação não recebem
aumento salarial há mais de dez
anos. O piso salarial dos profissionais
de ensino é de R$ 431 e de um salário
mínimo para o funcionário
administrativo.
Segundo o sindicato, está programada
uma assembléia para o dia 10, às
11 horas, na ABI, no Rio. Nesse dia, poderá ocorrer
uma paralisação de 24 horas
e um ato público na Alerj, às
14 horas.
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