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MINISTRO Sergio Rezende visita a planta de enriquecimento de urânio, na Fábrica de Combustível Nuclear da INB

Urânio
Ministro Rezende visita INB
Enriquecimento do minério será vistoriado

     RESENDE - O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, realiza hoje, às 10 horas, uma visita à planta de enriquecimento de urânio, na Fábrica de Combustível Nuclear das Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Na ocasião será descerrada a placa de inauguração das instalações físicas da primeira cascata do primeiro módulo da fábrica. Deverão ser construídos quatro módulos, o primeiro com quatro cascatas e os demais com duas. A cerimônia marca, ainda, a conclusão da etapa de testes, iniciada em 2005, após a visita de técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).
     Nas instalações de Resende já funcionam os processos de reconversão, fabricação de pastilhas, além da montagem dos elementos combustíveis, utilizados pelas usinas para geração de energia elétrica.
     O urânio brasileiro extraído das minas de Caetité (BA) tem sido, até então, enriquecido na Europa, após ser transformado em gás, no Canadá. Com o início da produção nacional, o Brasil passa a integrar definitivamente o seleto grupo de países que dominam essa tecnologia. A previsão é de que a primeira etapa do projeto, quando concluída, atenda a 60% das necessidades das usinas Angra 1 e Angra 2, gerando economia de US$ 12 milhões a cada 14 meses
     O combustível produzido pela INB é responsável pela geração de mais de 40% da energia elétrica consumida no Estado do Rio de Janeiro e 20% no Sudeste.

Tecnologia

     A tecnologia empregada no processo é uma das mais modernas do mundo e garante ao Brasil grande vantagem competitiva nessa área, haja vista que processos utilizados por países como Estados Unidos e França, que atendem a 55% do mercado mundial de urânio enriquecido (estimado em US$ 20 bilhões), utilizam a tecnologia de difusão gasosa, consomem 25 vezes mais energia do que aquele criado no Brasil. Para se levar um quilo de urânio natural até o enriquecimento de 4% (teor suficiente para utilização em reatores de potência nuclear) consome-se 530 kWh no processo brasileiro e 13.250 kWh no processo francês e norte-americano.