Voltar   Cloves Alves
MOTORISTAS não precisam se preocupar com relação a falta do combustível

Crise do gás preocupa consumidores e motoristas

     RESENDE - A notícia de que a crise da Bolívia poderia afetar o abastecimento e a distribuição de gás natural no Brasil alarmou a população. Depois do susto inicial, vem a tranqüilidade em saber que os moradores do Estado do Rio de Janeiro não precisam se preocupar com a falta do insumo. Enquanto a maioria do gás natural consumido no país é fornecido pela Bolívia, a Bacia de Campos fornece 100% do gás natural, seja ele veicular (GNV) ou encanado, utilizado no estado.
     O proprietário de uma rede de postos de combustíveis da marca BR no Sul Fluminense afirma que os motoristas que possuem automóveis convertidos para o GNV não devem se alarmar. “O gás natural veicular, que surgiu como uma alternativa ao álcool e à gasolina, tem a desvantagem de não poder ser estocado e alguns motoristas em outros estados poderão sofrer com isso, mas nós não precisamos nos preocupar porque nosso abastecimento é independente daquele feito pela Bolívia. Como revendedor, garanto que os motoristas não precisam temer a falta desse combustível”, diz.
     A preocupação afeta também grande parte das donas-de-casa que ainda utilizam o gás de botijão, no entanto, especialistas afirmam que essas pessoas não serão atingidas, já que esse combustível é feito do petróleo nas refinarias e não do gás natural.
     Sendo o Estado do Rio de Janeiro independente no que diz respeito ao abastecimento de gás natural, não há risco de aumento do preço.

Quem sai perdendo?

     As indústrias cujas máquinas são alimentadas com o combustível poderão sofrer com os eventuais encarecimento e desabastecimento em função da crise. A conversão de gás para combustíveis provenientes do petróleo, que leva alguns meses, pode gerar prejuízo na produção. Já as usinas termoelétricas movidas a gás poderão ter problemas na geração de energia - o que não acontece com as usinas hidroelétricas, que contam com reservatórios cheios e não oferecem risco de desabastecimento.
     Os motoristas das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste que possuem automóveis convertidos para o GNV podem contar com a flexibilidade dos motores que aceitam também combustíveis provenientes do petróleo, como álcool e gasolina, mas não mais com a economia representada pelo uso do gás.
     Quem conta com o gás encanado residencial e não mora no Estado do Rio também deve sofrer com a crise.