Municípios pequenos, com receita
baixa conseguem ser referenciais na saúde,
graças à competência
de seus administradores e à rigorosa
fiscalização no atendimento à população.
Rio Claro é uma dessas comunidades,
onde o prefeito Didácio Penna (PMDB)
consegue suplantar os obstáculos
naturais da falta de verbas públicas
com
criatividade e vontade política
de atender o contribuinte.
Não se pode conceber que num município
onde não falta dinheiro a saúde
venha sendo tratada com tanto descaso e
incompetência como no caso de Volta
Redonda, com os fatos ontem denunciados
em A VOZ DA CIDADE.
Nossos telefones receberam, logo pela manhã,
dezenas de reclamações de
pessoas que, lendo a matéria, contaram
o drama por elas vivido quando buscaram
o atendimento nos hospitais do município.
O Cais do Aterrado tornou-se o cais da
amargura, da falta de respeito com o paciente,
onde faltam médicos para todas as
especialidades. No Hospital do Retiro o
atendimento, logo quando o doente chega
para ser identificado, é o pior
possível. Funcionários desinteressados
atendem friamente, como se ao
atender o contribuinte estivesse lhe prestando
um favor, quando é o contribuinte
o seu patrão de fato, pois é do
seu imposto que sai o pagamento de quem
o
atende.
O Sindicato do Funcionalismo Público
debita aos baixos salários pagos
aos funcionários (médicos
e pessoal de apoio) o desinteresse no atendimento,
o
que, evidentemente, contribui, mas não
pode ser apontado como causa.
O que falta é seriedade na administração
da saúde e respeito ao direito do
cidadão, principalmente aquele mais
humilde, que só tem o SUS para socorrê-lo.
A Secretaria de Saúde está entregue
a uma médica competente e que, por
ter saído da câmara para ocupar
o cargo, não pode admitir desconhecer
o drama da
população. Alguma coisa está faltando
para a Dra. Neuza Jordão desempenhar
as suas funções com a mesma
eficiência demonstrada em sua vida
profissional.
O que não se pode aceitar, sob nenhuma
hipótese, é a continuidade
do atual estado calamitoso para a população
e nós vamos continuar cobrando as
providências que a população
tanto reclama.
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