A Prefeitura de Barra Mansa está anunciando
o descredenciamento de três clínicas
particulares que durante muitos anos atenderam
aos serviços de fisioterapia, através
do SUS. No mesmo anúncio, o prefeito
informa que vai passar todos os atendimentos
para a Clínica de Fisioterapia do
UBM (Centro Universitário de Barra
Mansa).
A medida adotada pelo prefeito e por seu
fiel secretário de Saúde
não levou em consideração
o pessoal que trabalha nessas clínicas
e, muito menos, o investimento que os empresários
do setor fizeram na montagem de seus estabelecimentos.
É
, no mínimo, estranha a atitude
do prefeito, novamente agindo despoticamente,
como o senhor do engenho, sem ouvir a câmara
e os segmentos da sociedade organizada.
Existem denúncias de benesses concedidas
pelo governo municipal ao UBM, no caso
da montagem da farmácia de manipulação
e, depois, na autorização
para a construção de um pavilhão
sobre a galeria de esgoto.
O contrato ora celebrado pelo município
com aquele centro universitário
precisa ser minuciosamente conhecido pela
comunidade, papel que caberia aos vereadores,
não fosse a maioria manietada por
favores do Executivo.
O secretário de Saúde, segundo
os comentários na própria
secretaria, quem menos manda no setor,
busca justificar-se em portaria federal
que, segundo ele, recomenda aos municípios
firmarem convênios com empresas filantrópicas
ou sem fins lucrativos.
Até aí nada
de anormal. Mas a prefeitura deveria antes
considerar,
por exemplo, a dificuldade para o cidadão
mais humilde e portador de deficiência
que necessita de fisioterapia chegar ao
prédio da antiga Sobeu. E mais:
o cidadão comum, aquele que necessita
do SUS, vai se sentir constrangido de procurar
assistência num local totalmente
adverso ao seu habitat.
A própria Secretaria de Saúde
admite que são atendidos, mensalmente,
cerca de sete mil pacientes, nas três
clínicas até então
credenciadas. Será que a clínica
do UBM terá capacidade para absorver
todos esses atendimentos e ainda aqueles
que ela presta à comunidade?
Os próprios
pacientes foram apanhados de surpresa com
a notícia do cancelamento
dos convênios com as clínicas
particulares. Os funcionários que
ali trabalham não têm como
lhes informar, por absoluto desconhecimento
do fato. Eles demonstram preocupação
com o seu futuro, pois estarão desempregados
em breve.
É
mais uma atitude intempestiva do destemperado
prefeito que age na mais absoluta onipotência,
sem o mínimo
respeito ao cidadão.
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