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Baltazar: “Caso
seja comprovado seu envolvimento
não hesitarei em puni-lo
exemplarmente”
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OPERAÇÃO
SANGUESSUGA
Nome de assessor é citado
Deputado afirma que
ficou chocado com a notícia
e pretende averiguar tudo
VOLTA
REDONDA/BRASÍLIA - O nome
de um dos assessores do deputado federal
Paulo Baltazar (PSB) foi citado por terceiros
em uma gravação da Polícia
Federal nas investigações
da Operação Sanguessuga,
esquema de corrupção que
fraudava licitações para
compra de ambulâncias e fabricava
emendas ao Orçamento Geral da União.
O deputado, que chegou ontem de uma viagem
a Cuba, diz ter ficado estarrecido quanto
tomou conhecimento do fato.
“
O nome do meu assessor Paulo Roberto Correia
foi citado por terceiros em conversas telefônicas
gravadas. Caso seja comprovado seu envolvimento,
não hesitarei em puni-lo exemplarmente”,
afirma, acrescentando que, caso contrário,
se não tiver culpa vai defendê-lo. “Repudio
veementemente a citação de
meu nome em qualquer fato suspeito de irregularidades
na liberação de emendas”,
destaca.
O deputado esclarece que a investigação
da Polícia Federal aborda o envolvimento
de assessores de parlamentares no esquema
de liberação de emendas por
meio de licitação em que
todos já saberiam os vencedores.
Baltazar frisa que o pedido para aquisição
de ambulâncias ou qualquer outro
projeto se origina de prefeituras e de
lideranças diversas. “A partir
da aceitação desse pedido
e a sua inclusão no Orçamento
não há qualquer interferência
parlamentar nesse processo. Os prefeitos
e entidades solicitantes são inteiramente
responsáveis pela licitação,
compra do equipamento solicitado e posterior
prestação de contas. Essa
não é função
de um deputado”, afirma.
Além disso, Baltazar cita o papel
de seu assessor na câmara. Ele conta
que Paulo é responsável por
verificar com prefeituras, OGNs e outros
se há emendas erradas e após
a licitação delas a responsabilidade
sai da Câmara dos Deputados. “A
saúde é um ponto fraco na
região e em todo o País. É natural
que peçam recursos. Eu faço
aquilo que os prefeitos e entidades pedem.
Vou continuar fazendo isso. Em sete anos
de exercício do mandato sou o parlamentar
que mais positivamente atuou em projetos
sociais e na proposição de
emendas para municípios e entidades
de toda a região”, conta.
A OPERAÇÃO
A Operação Sanguessuga foi
realizada nos estados do Acre, Amapá,
Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná,
Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Quinta-feira,
a Polícia Federal prendeu 46 pessoas,
entre as quais dois ex-deputados - Ronivon
Santiago (PP-AC) e Carlos Rodrigues (PL-RJ)
- e dez assessores de parlamentares. As
investigações, que tiveram
origem no Ministério Público
Federal (MPF), começaram em 2001
e de acordo com os cálculos do MP
já foram movimentados pelo grupo
R$ 110 milhões em superfaturamento
da compra de veículos hospitalares
e medicamentos.
Segundo informações do delegado
da Polícia Federal que está à frente
do caso, Tardelli Boaventura, a quadrilha
trabalhava da seguinte maneira: com as
prefeituras para fraudar licitações,
no Congresso Nacional, elaborando emendas
e no Ministério da Saúde,
liberando os recursos. A polícia
não pode investigar os senadores
e deputados, já que eles têm
foro privilegiado, o que explica as investigações
terem começado pelos assessores.
Além dos dois ex-parlamentares detidos,
foram presos assessores do senador Ney
Suassuna (PMDB-PB) e dos deputados pastor
Pedro Ribeiro (PMDB-CE), Vieira Reis (PRB-RJ),
Nilton Capixaba (PTB-RO), Maurício
Rabelo (PL-TO), Elaine Costa (PTB-RJ),
Edna Macedo (PTB-SP), Eduardo Seabra (PTB-AP)
e João Mendes de Jesus (PSB-RJ),
além de um ex-assessor de Benedito
Dias (PP-AP). Outros nomes de assessores
de deputados estão sendo investigados.
Ao todo a lista da polícia tem 65
assessores a serem investigados.
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