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SAÚDE
Semag perde convênio
Cerca de 600 pessoas ficam sem atendimento pelo SUS

     BARRA MANSA - Há 19 anos o aposentado Genésio Pontes de Oliveira, 63 anos, faz fisioterapia para resolver um problema de osteoporose na coluna lombar e outro de artrose na coluna cervical, mas esta semana ele recebeu um notícia muito desagradável e corre o risco de ter que interromper seu tratamento, pois a clínica Semag, onde realiza fisioterapia, perdeu o convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). Assim como Genésio, outras 599 pessoas serão prejudicadas, pois 99% dos atendimentos da clínica são realizados por esse convênio.
     Segundo a fisioterapeuta responsável pela Semag, Tatiana Alves, na quarta-feira, dia 26 de abril, a clínica recebeu um comunicado da Secretaria de Saúde informando que a Semag estaria sendo descredenciada pelo SUS e a partir do dia 1º de maio não poderia mais atender pelo convênio. “O ofício não citava o motivo do rompimento, somente que nossos pacientes seriam atendidos pelos alunos de fisioterapia do UBM. Uma vez já se tentou fazer isso, mas não deu certo, pois um certo dia a ambulância que transportava os pacientes quebrou e os pacientes ficaram quase um mês sem atendimento”, explica Tatiana.
     Outro transtorno que o descredenciamento vai provocar é a dificuldade de locomoção para pacientes que têm problemas para andar. “A clínica fica perto de casa e facilitava para mim, agora, não sei como vou fazer, talvez tenha que interromper o tratamento. E assim como eu várias pessoas estão sendo prejudicadas”, lamenta o gerente de posto Rodiney da Silva, 44 anos que há dois meses faz fisioterapia para resolver um problema de coluna. “Estou fazendo um abaixo-assinado para a Semag voltar a atender pelo SUS, pois não vamos ser cobaias dos alunos do UBM”, desabafa a dona-de-casa Ana Cláudia Victor da Silva, 36 anos.
     Para não interromper, repentinamente, o atendimento a seus pacientes, a clínica está atendendo por meio de uma liminar, mas, segundo Tatiana, existe a possibilidade de a Semag não ser ressarcida. Além da Semag, duas clínicas da cidade perderam o convênio, totalizando em torno de 1,5 mil pacientes que precisarão buscar atendimentos em outros locais, ou então interromper seus tratamentos.
     A equipe de reportagem de A VOZ DA CIDADE entrou em contato com a Secretaria de Saúde, mas, como sempre, não encontrou ninguém para falar sobre o assunto.