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RH EM QUESTÃO
O TRAPÉZIO

     Semana passada, voltei à infância e decidi ir ao circo Las Vegas, que está em nossa cidade, Volta Redonda. Foi muito interessante sair da rotina de trabalho e estudos. Dedicar-me à família é fundamental para mim e por esse motivo procuro sempre separar momentos com minha esposa e filha.
     Quando lá cheguei pude de imediato perceber todo um trabalho em equipe, mas ficou mais evidente para mim quando chegou o momento dos trapezistas. Incrível como todos trabalham visando além do divertimento, o bem-estar um do outro. Qualquer falha ali poderia acarretar um acidente. Seja para lançar o trapézio, segurar a mão do parceiro no momento do lançamento, empurrar para dar impulso e pedir aplausos quando do retorno da apresentação. Eu diria que os trapezistas são exemplos de como se deve trabalhar em equipe. Chamou-me a atenção a habilidade daqueles artistas de circo. Ficar de cabeça para baixo, preso somente com os pés, dar cambalhotas no ar, trocar trapézio com o outro, sinceramente, eu não teria coragem. Prefiro olhar e trazer algumas lições para nós.
     O trabalho em equipe exige deixar de lado o “eu” e viver em função do “nós”, cada um tem habilidades diferentes, e é isso que nos torna peças de uma equipe. Se cada um fizer sua parte, buscando o interesse da equipe, com certeza o sucesso será o resultado.
     O momento que mais me chamou a atenção foi quando, no final da apresentação dos trapezistas, um se colocou numa posição fixa e o outro daria um “mortal” em pleno ar, mas no momento de pegar nas mãos ele não conseguiu e caiu na rede de proteção, mas não se deixou abalar e fez outra tentativa, todos estavam ali aguardando e seus amigos preparam tudo para que ele pudesse ter sucesso desta vez. Silêncio, expectativa e, no final, aplausos, ele conseguiu!
     O que estava em risco ali não era o fracasso individual e sim da equipe, todos queriam apresentar o melhor, todos queriam ouvir aplausos e não vaias.
     Para aquele momento, podemos dizer, sem qualquer dúvida, que houve planejamento, treinamento diário e coragem para fazer acontecer.
     Ao contrário dos trapezistas, você pode até fazer em sua equipe, mas com certeza alguém vai cair, pode ser seu amigo ou até mesmo você. Pode ocorrer de não ter rede de proteção e, nesse caso, você não terá outra oportunidade de reparar seus erros.

Edson M M dos Santos - Gestor em R.H/FOA
edsonmarcio@uol.com.br