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POVO O QUE É DO POVO
Depois das vaias ao prefeito, as dúvidas
Questionamentos sobre
a realização
da ExpoBM são levados aos vereadores
do município
BARRA
MANSA - Domingo, durante o show
de Bruno e Marrone na ExpoBM, realizado
no Parque da Cidade, o prefeito, presente
no evento, foi vaiado por mais de 30 mil
pessoas, quando houve o pedido de aplausos
da dupla sertaneja ao chefe do Executivo
pela realização da festa,
o que causou até o desapontamento
dos cantores. Mais do que um embaraço
público, o prefeito terá que
arcar com as conseqüências de
algumas interrogações da
população. Parodiando o velho
ditado popular “A César o
que é de César”, ele
terá que dar ao povo o que é do
povo, que é o direito de informações
sobre como o dinheiro público está sendo
gasto.
Algumas dúvidas sobre os gastos
com a realização da festa
ficaram no ar, dentre elas as seguintes:
o que faz o nome da Apronam (Associação
de Produtores do Distrito de Nossa Senhora
do Amparo) ao lado de nomes de empresas
e órgãos presentes na realização
do evento? Qual o envolvimento da empresa
Intermídia.Biz? Qual o faturamento
com a venda de barracas? Quanto foi pago
por show? A Lei Rouanet foi usada para
o pagamento das atrações?
Existiu excesso de propagandas? (só para
se ter uma idéia, da divisa de Barra
Mansa com Volta Redonda até o ponto
da empresa Auto Comercial existem 50 galhardetes
em postes, fora outros, colocados por todo
Centro, publicidade em rádio, televisão,
outdoors).
De acordo com uma fonte que preferiu não
se identificar, o fato de a Apronam estar
presente no evento, até com camarotes, é estranho,
já que no início do ano passou
por dificuldades financeiras para a realização
de obras em sua sede.
Em função disso, a equipe
de reportagem de A VOZ DA CIDADE procurou
alguns vereadores, os representantes do
povo, para saber o que eles têm a
dizer sobre as indagações
e como a Câmara Municipal pode proceder
para esclarecer essas dúvidas. Para
o vereador José Maurício
de Almeida (PT), o Legislativo tem que
tomar alguma providência. “Precisamos
saber qual posição a câmara
vai tomar diante disso. Será que
ela vai continuar dormindo?”, indaga.
Ele informou que entrará com um
requerimento pedindo essas informações,
mas não está muito confiante
na aprovação. “Quando
alguns dos meus requerimentos são
aprovados a resposta vem incompleta da
prefeitura ou nem chega até a mim”,
desabafa, citando como exemplo a reprovação
em plenário de uma solicitação
de quantos carros de fora são alugados
pela administração pública. “Entramos
com isso, pois foi um grito da população”,
afirma.
Rodrigo Drable também tem dúvidas. “Como
pode a empresa que recebeu para fazer publicidade
ser a empresa a lucrar com a realização
do evento?”, questiona. Ele afirma
que vai pressionar a câmara para
que ela tome providências. “Quero
saber sobre essa relação
indecente de envolvimento da Intermídia
na administração municipal”,
destaca. O vereador tentou obter essas
informações em um requerimento
aprovado em março, em que Rodrigo
questionava os gastos com publicidade da
prefeitura e a relação com
a empresa. Ele entrou no Ministério
Público contra a prefeitura, já que
não conseguiu obter as informações
do prefeito.
Os vereadores Edílson Custódio
(PP), o Russo e Ruth Coutinho (PP) também
foram procurados. Ruth afirma que se existir
alguma coisa errada deve ser apurada. “A
câmara deve apurar, fiscalizar o
Executivo. Se houver alguma irregularidade
vamos cumprir nosso papel”, assegura.
Russo também concorda e afirma necessitar
de esclarecimentos. “Essas dúvidas
têm que ser esclarecidas”,
finaliza.
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