| Levando
cultura na sapatilha
Grupo de dança infantil contribui
com o desenvolvimento de crianças
da comunidade
BARRA
MANSA - Postura, disciplina e concentração,
características que já podem
ser visualizadas nos primeiros minutos
de sua apresentação, levam
a pequena Júlia Campos da Silva,
oito anos, a se imaginar, futuramente,
brilhando nos grandes palcos do balé clássico.
A garota, que sonha ser bailarina, há quase
um ano participa do grupo de dança
infantil do Centro Universitário
de Barra Mansa, que beneficia com aulas
de balé as alunas da 2ª e 3ª séries
da Escola Doméstica Cecília
Monteiro de Barros. Assim como Júlia,
mais 36 alunas participam do projeto que
ministra aulas às sextas-feiras, à tarde,
no auditório da escola, onde no
momento, provisoriamente, estão
acontecendo os ensaios.
O projeto teve início em junho do
ano passado, numa iniciativa da Pró-reitoria
Comunitária do UBM, juntamente com
o curso de Educação Física
que objetivam trabalhar, também,
em prol do social. “Nosso objetivo é possibilitar
a inclusão de crianças por
meio da cultura, contribuir com o desenvolvimento
e o aprendizado infantil na região”,
destaca o coordenador de Extensão,
professor Fernando Vitorino. Uma parceria
que, na prática, já mostra
resultados positivos. “Já podemos
verificar a melhora na postura, auto-estima
e comportamento das crianças”,
avalia a Irmã Lúcia Catarina
Santolin, diretora da escola. “É uma
dança que exige muita disciplina”,
lembra ainda a professora do projeto Aline
Furtado que explica que a opção
pelo balé clássico foi feita
levando-se em consideração
a peculiaridade de ser uma dança
com técnicas universais.
Do projeto podem participar somente alunas
do semi-internato da escola, que estão
divididas em duas turmas: as que começaram
ano passado e as que ingressaram este ano. “Para
possibilitar a continuidade do projeto,
bem como o acompanhamento dos anos escolares,
só podem ingressar nas aulas de
balé alunas da 2ª série,
as quais podem permanecer até a
4ª série.”, explica Irmã Lúcia.
Quando soube que poderia participar do
projeto a aluna da 3ª série
Franciele Correa, dez anos, não
pensou duas vezes e foi logo solicitar
a autorização da mãe. “Fiz
um monte de coisas para minha mãe
deixar eu entrar para o grupo”, revela
a estudante que além de balé pratica
capoeira. Bruna Santo, dez anos, que vive
com a tia, já não pode dizer
o mesmo. “Minha tia até ficou
feliz e me incentivou”, conta a estudante.
Embora, ainda, não disponibilize
de roupas especiais para a dança,
o grupo não se intimida e se prepara
para a sua segunda apresentação.
Desta vez será na próxima
sexta feira, no auditório da escola,
quando estará prestando homenagem
ao Dia das Mães.
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