Voltar   C.F.Santana

REPORTAGEM INSTANTÂNEA
Mato alto gera reclamações
de moradores
Área pertencente à prefeitura está servindo de esconderijo para animais peçonhentos

     VOLTA REDONDA - O mato alto, de quase três metros de altura, num terreno localizado na Rua Franklin de Assis Barbosa, Residencial Ipê Amarelo, no bairro Jardim Belvedere, está tirando o sono e o sossego dos moradores. De acordo com os reclamantes, o abandono da prefeitura fez com que a servidão, que passa por trás de várias residências, se transformasse em verdadeiro esconderijo para ratos, aranhas armadeiras, escorpiões, mosquito Aedes Aegypti e até cobras, como as duas Jararacas que foram abatidas há poucos dias pelos moradores.
     A dona-de-casa Cristina Andrade do Nascimento Silva, 34 anos, residente no imóvel 181, conta que o abandono começou desde que a atual administração tomou posse. Há meses seu marido, Helder Reinaldo da Silva, vem protocolando pedidos para corte do mato na servidão, que pertence à prefeitura, mas até agora nada conseguiu. Ela explica que o matagal está incomodando os moradores não só pela invasão dos animais peçonhentos que estão por todos os cantos das residências, mas também por estar atraindo pessoas desconhecidas.
     A moradora diz que quando o terreno era limpo com freqüência o bairro era tranqüilo, mas de uns meses para cá começou a ficar violento. “Os desconhecidos estão se escondendo no mato para invadir nossas casas para roubar. Esperam a gente sair para levar nossos objetos. Há poucos dias levaram da minha casa uma bicicleta e da vizinha, uma máquina de cortar grama. É um abandono total. O governo anterior não dava tanto trabalho para a gente. Todas as vezes que solicitávamos ele nos atendia”, critica a dona-de-casa, ressaltando que depois de tantas cobranças, há poucos dias apareceu no local um funcionário da Zoonoses. “Pensamos que ele veio para solucionar o problema, mas nos enganamos. Ele só pegou a cobra que havíamos matado e guardado e desapareceu”, completa.
     Os moradores contam que todas a vezes que aparece um funcionário da prefeitura para cortar a grama das calçadas eles perguntam se foram limpar a servidão, mas são informados que não. Eles aproveitam ainda para saber dos trabalhadores se a área fosse particular se a prefeitura aplicaria multa, mas como não é, o que será feito. “Com certeza, se o terreno fosse particular a multa já teria sido aplicada, mas como não é, vai-se enrolando. Enquanto isso nossos impostos vão sendo pagos corretamente e nossos direitos são ignorados”, concluiu a moradora.