| LEGALIZAÇÃO
DE ÁREA
Deputada atua no Parque Maíra
Pandeló levanta questionamentos sobre
a possibilidade de desocupação
da área
PINHEIRAL
- Os moradores do Parque Maíra
não sabem como será seu futuro.
Recentemente, o Ministério Público
e as polícias Federal e Militar
notificaram as famílias para desocupação
da área. Preocupada com a situação,
a deputada estadual Inês Pandeló (PT)
solicitou a presença do ex-procurador
geral do Estado, professor da Uerj e da
Universidade Cândido Mendes, Miguel
Baldez, para auxiliar no caso. Eles discutiram
a legalização do loteamento
popular, existente há mais de dez
anos no local.
De acordo com Pandeló, na avaliação
de Baldez, as casas não representam
problemas para o meio ambiente, fato principal
no pedido de desocupação. “Fiquei
alarmada porque sou da Frente Parlamentar
em Defesa da Bacia do Rio Paraíba
do Sul e a intenção é preservar,
mas as residências não estão
na margem do rio. Em muitos locais da região
as casas estão bem mais próximas”,
conta.
Embora não haja ainda uma posição
oficial para o pedido de desocupação
da área, a deputada está preocupada. “O
que aconteceu foi que o Ministério
Público esteve lá dizendo
que foi uma denúncia e apresentou
um aviso de que existe um processo e que
aconselhava as pessoas a não construírem
mais na beira do rio e dizendo que não
teriam indenização”,
explica.
Inês Pandeló afirma que até o
fato de não terem direito a indenização é estranho.
Ela conta que durante a reunião
assistiram a um DVD sobre a luta da comunidade
ao longo dos anos e o bispo emérito
da Diocese Barra do Piraí/Volta
Redonda, Dom Waldir Calheiros afirmou que
a área era de uma fazendeira que
a deixou para os padres. Depois a diocese
fez uma permuta com a prefeitura, na época
de Piraí. “Depois da emancipação,
o terreno ficou com a Prefeitura de Pinheiral.
As pessoas entraram porque a administração
pública autorizou verbalmente. Fez
infra-estrutura, com ruas abertas e demarcação
de lotes. Como não seriam indenizados
caso sejam retirados?”, questiona.
Segundo Inês, o ex-procurador geral
do Estado orientou os moradores para que
continuem mobilizados e se comprometeu
de encaminhar a documentação
necessária para solucionar a questão
ao Instituto de Terras e Cartografia do
Estado do Rio de Janeiro. A deputada também
se colocou à disposição
dos moradores do Parque Maíra dizendo
que se for preciso fará questionamentos
jurídicos.
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