| PARABÉNS
BARRA
MANSA - Profissionalmente bem sucedidos
e com histórias de vidas que podem
servir de exemplo para muita gente, os
irmãos Paulo e José Aurelino
Pançardes, que hoje completam mais
um ano de vida, têm muito a comemorar.
Nascidos em Santa Bárbara do Monte
Verde, Minas Gerais e oriundos de uma família
de oito irmãos, Paulo e José,
em comum, só têm a data de
aniversário.
José, o mais descontraído,
está completando 77 anos e há 28 é aposentado
como técnico em eletromecânica
da CSN, onde deixou registrada boa parte
de sua vida. “Acompanhei praticamente
todo o desenvolvimento de Volta Redonda.
Foram muitos fatos importantes que presenciei
e um deles foi a criação
das fontes luminosas”, lembra ele
que hoje leva uma vida tranqüila no
sitio onde vive em companhia da esposa,
Rita e do filho mais novo, José Aurelino
Pançardes Junior.
O quadro de medalhas, e o álbum
de fotos de José Pançardes
revelam que o mundo do ciclismo também
tem sua marca registrada. Ele participou
de campeonatos durante 13 anos de sua vida,
tempo suficiente para conquistar mais de
20 troféus, em torno de 100 medalhas
e várias bicicletas, entre ela a
mais importante. “No dia 17 de julho
de 1956 eu venci uma prova de ciclismo
cuja chegada foi em frente ao Palácio
17 de Julho, em Volta Redonda. Nesse dia
fui homenageado pelo prefeito da época,
que me deu a oportunidade de cortar a fita
da inauguração do palácio.
Além disso, ganhei a taça
e uma bicicleta importada da França”,
relata José que diz ser escravo
dos próprios conhecimentos.
Embora, aparentemente, mais sério,
mas tão atencioso e educado quanto
o irmão, Paulo Pançardes,
que está completando 68 anos e há oito
está aposentado como juiz de Direito,
se diz pessoal e profissionalmente realizado. “Sou
feliz por ter chegado a essa idade com
saúde e uma família bem constituída.
Tudo o que consegui foi graças ao
meu esforço e dedicação” revela
Paulo que após ter freqüentado
colégio interno, onde aprendeu a
falar várias línguas, iniciou
sua vida profissional trabalhando como
carregador de carrinho de carvão
de CSN. “Cheguei a ser analista de
aço dessa empresa, mas sempre sonhei
que seria juiz e graças a Deus eu
consegui”, afirma Paulo que acredita
que seria mais importante do que criar
leis corrigir o caráter do ser humano.
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