| ‘Sua
Cidade sem Drogas’ percorre município
com palestra e teatro
BARRA
MANSA - O projeto Sua Cidade Sem
Drogas, tradicional na região, segue
até amanhã no município.
Dezesseis escolas das redes municipal,
estadual e particular estão desde
segunda-feira sendo percorridas. Palestra
com um ex-dependente químico e uma
peça teatral são apresentadas
para um público de mais de 300 estudantes.
Ontem não foi diferente. Alunos
dos ensinos Fundamental e Médio
da Escola Estadual Baldomero Bárbara,
dos turnos da manhã e da tarde,
assistiram às apresentações.
A meta do projeto, uma parceria entre a
Rádio 88 e a Associação
Nova Aliança, é atingir seis
mil alunos.
O projeto foi iniciado em Barra do Piraí,
está em Barra Mansa e depois segue
para Resende e Volta Redonda. Em Barra
Mansa, será finalizado com um show
no Parque da Cidade, segunda-feira, com
as participações do cantor
PG, Os Escolhidos e Adriano Gospel Funk.
De acordo com um dos integrantes da organização
do evento, José Humberto Albertassi
Júnior, o Betinho, em todos os anos
de realização do projeto,
que está em seu 11º ano, o
público tem uma participação
importante. “Muitos ficam tocados
com a palestra e o teatro. Eles vêem
de verdade o que um viciado passa quando
se droga e o que acontece na vida dessas
pessoas. Além disso, as diversas
dúvidas são respondidas”,
destaca.
Ele ainda afirmou que muitas vezes, apesar
de o calendário oficial do evento
ser no mês de maio, escolas chamam
o grupo para realizar encontros com os
pais. “É um canal de informações
para as famílias também”,
diz. Para os alunos, o projeto é muito
importante, pois mostra a realidade dos
dependentes químicos. Daiana de
Almeida Pires Neto, 16 anos, afirma que
se algum dia tiver contato com uma pessoa
drogada tentará ajudar. “Por
isso eventos como esse são importantes,
nos demonstram a realidade e mostram como
podemos ajudar”, aponta.
O diretor adjunto do noturno do Barbará,
Marcus Vinícius Pires de Barros,
acredita que esses eventos nos colégios
podem ajudar durante o pouco tempo que
o aluno fica nas escolas. Ele destaca que
a informação passada de forma
eficaz pode mudar a vida de alunos que
já passam por problemas com a dependência
química. “Não basta
dizer que é proibido, que trás
conseqüências sérias,
tem que mostrar a realidade, como desgaste
físico, emocional e profissional.
Para muitos deles parece que o emprego
está bastante longe ainda da realidade”,
finaliza.
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