Voltar   Arquivo Cris Oliveira

CSN registra queda de mais de 50% nos lucros

     SÃO PAULO/VOLTA REDONDA - O primeiro trimestre deste ano não foi tão lucrativo para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O lucro líquido da empresa de R$ 340 milhões apresentou queda de 52,6% frente ao mesmo período do ano passado, quando atingiu R$ 717 milhões. Os resultados foram divulgados ontem, em São Paulo, pela direção da empresa.
     De acordo com o balanço, a receita líquida da Companhia Siderúrgica caiu 31,7%, ou seja, atingiu a marca de R$ 1,95 bilhão. Isso se deve, segundo a direção da empresa, “à queda no volume de vendas” e às oscilações no câmbio. A baixa demanda foi outro fator. Segundo a empresa, houve pouca procura por aços planos no mercado, em torno de 13,3%. Os setores de construção civil e indústrias de linha branca (fogões e geladeiras), principais clientes da empresa, registraram queda de 27,5% e 17,6%, respectivamente.
     A baixa lucratividade não é recente. Nos últimos meses do ano passado a receita da CSN já havia caído para R$ 352 milhões.

ESXPORTAÇÕES

     Por outro lado, a empresa aponta uma situação positiva no mercado internacional, já que boa parte de sua produção é exportada. Embora a cotação da moeda americana tenha sido desfavorável, os preços do aço estão em alta no mercado externo e subiram 7% em médio no terceiro trimestre. A grande demanda americana em função da baixa concorrência por causa de adaptações em altos fornos dos EUA influenciaram o crescimento das exportações da CSN no primeiro trimestre de ano. Assim, as vendas para o mercado externo cresceram 31,1%. No total, foram 393 mil toneladas de aço exportadas. Já no Brasil os lucros recuaram 32,6%.

OTIMSMO

     Ainda que o mercado interno não seja favorável, a empresa espera uma melhora nos negócios a partir do segundo semestre. A expectativa é de que haja uma mudança no quadro econômico brasileiro com redução de juros e incentivos aos setores de construção civil e agrícola. O otimismo surge na tentativa de mudar os números do Ebitda (indicador que mede o fluxo de caixa da empresa com base nos Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização), que caíram 44%, para R$ 787 milhões neste primeiro trimestre.

PREÇO

     A empresa afirma que uma das medidas para recuperação das vendas será o reajuste de 5% nos preços do aço. Os novos valores entrarão em vigor a partir de junho.