Voltar   Cloves Alves
Marcelo Cotrim: a prefeitura atende apelo da Pastoral Carcerária

INFRATORES CRIMINAIS
Governo garante emprego
Administrações regionais atuam em parceria com a Pastoral Carcerária

     RESENDE - A prefeitura dá a oportunidade de emprego a cerca de 20 pessoas com antecedentes criminais e que encontravam dificuldades para conseguir se engajar no mercado de trabalho. Por intermédio de uma firma terceirizada, 12 delas estão trabalhando nas administrações regionais, principalmente da Cidade Alegria e Manejo.
     De acordo com o superintendente das Administrações Regionais, Marcelo Cotrim, eles foram aproveitados pelo órgão, que cuida da limpeza e conservação dos bairros. “A Pastoral Carcerária entrou em contato conosco e relatou o problema, a dificuldade de conseguir trabalho para essas pessoas em função de uma certa discriminação da sociedade. Pediram que olhássemos a questão com carinho. Imediatamente enxergamos a possibilidade de aproveitá-los nas administrações regionais e foi o que fizemos. A medida tem um aspecto social importante, pois o trabalho e a proximidade com a família são fundamentais para ressocializar essas pessoas”, salienta Cotrim, informando que o trabalho dos contratados vem sendo satisfatório.
     O superintendente das administrações regionais destaca ainda a intenção do governo municipal de continuar a parceria com a Pastoral Carcerária, reconhecendo o papel social que a entidade desempenha na defesa dos direitos humanos. “Tanto que outros setores da administração vêm dialogando com a instituição no sentido de ver como seria possível ampliar esse apoio. Pelo que a pastoral nos relatou existe a dificuldade de familiares dessas pessoas de Resende que estão à disposição da Justiça na Casa de Custódia, em conseguir visitá-los, às terças e quintas-feiras. Já repassamos essa informação para a Secretaria de Desenvolvimento Social”, diz.

Dificuldade para manter a família

     A Pastoral Carcerária diz que a prisão de um chefe de família causa dificuldades socioeconômicas para todas as pessoas daquele núcleo. A instituição tem buscado, então, assegurar a subsistência desse grupo social, através de cestas básicas, entre outras ações. “Outro sério problema é manter o vínculo de quem está preso com a família, que muitas vezes têm dificuldade em se deslocar até onde o familiar está por não ter o dinheiro da passagem. O rompimento desse vínculo dificulta a ressocialização”, admite o diácono Gianfranco Orfano, coordenador da Pastoral Carcerária.
     O secretário de Desenvolvimento Social e Solidariedade, Luiz Carlos (Kiko) Besouchet, solicitou à Pastoral Carcerária informações sobre o número de famílias que têm algum de seus membros à disposição da Justiça para estudar a viabilidade de inseri-las em programas sociais da prefeitura. “Quanto a viabilizar transporte até a Casa de Custódia em Volta Redonda, ou para outras instituições do sistema prisional, podemos também estudar isso. Porém, é indispensável termos um cadastro para checarmos quantas pessoas precisam desse apoio, para definirmos como isso pode ser feito”, pondera Besouchet.