Sindicato
recusa proposta da CSN e pede 3% de ganho
real
VOLTA
REDONDA - Continua o impasse entre
o Sindicato dos Metalúrgicos e a
direção da CSN em torno das
discussões do acordo salarial. Em
mais uma rodada de negociações
realizada ontem, a presidência do
sindicato recusou a proposta apresentada
pela empresa: INPC de maio de 2005 a abril
de 2006, calculado a 3,34%, mais aumento
real de 1%, além de um abono no
valor de R$ 1 mil. No entanto, a categoria
pede além do INPC (referente a maio
de 2005 a abril de 2006), aumento real
de 3%.
Os trabalhadores também querem um
complemento linear da PLR (Participação
nos Lucros ou Resultados), equalização
das dívidas, multa dos 40% do FGTS, “desterceirização” e
outros itens.
Em relação à redução
da jornada de trabalho, um dos itens reivindicados
pela categoria, o presidente do sindicato,
Carlos Perrut, diz que os trabalhadores
pedem que as discussões aconteçam
depois da negociação do acordo
coletivo. Segundo ele, está marcada
uma nova negociação para
a próxima terça-feira.
Nesse dia, a empresa deverá apresentar
uma nova proposta. Perrut, entretanto,
avisa: caso não haja avanços
nas negociações a categoria
poderá entrar em greve por tempo
indeterminado, até que a direção
da CSN se manifeste favoravelmente aos
trabalhadores. Além disso, um comunicado
será enviado ao MP a respeito da
decisão dos trabalhadores. A data-base
da categoria venceu dia 1º e a expectativa
do sindicato á que o impasse seja
resolvido.
A primeira proposta apresentada pela empresa
foi o INPC sem ganho real, R$ 1 mil de
adiantamento da PLR 2006, complementação
da PLR 2005 de R$ 1.500 para os empregados
que ganham até R$ 2mil e R$ 2mil
para os que recebem acima de R$ 2 mil,
entre outros itens da pauta.
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