O governo municipal de Barra Mansa está cercado
de mistérios insondáveis,
que fogem ao raciocínio. A ExpoBM é um
desses misteriosos feitos do prefeito,
envolvendo fatos que precisam ser esclarecidos.
Pelo volume
da festa, com o ingresso cobrado sob severa
fiscalização da
Guarda Municipal, muitos milhares de reais
foram arrecadados. E onde circula dinheiro
deve existir o acompanhamento da prestação
de contas, com total transparência,
para que não
surjam outros valeriodutos ou peçadutos
que possam colocar a administração
na berlinda.
Houve propaganda até em excesso,
anunciando os shows. Quem pagou essa propaganda?
Os promotores ou o município? Quanto
foi faturado nas bilheterias? Qual o faturamento
das barracas? Quanto coube ao município
nessa milionária arrecadação?
Por que a Associação de Produtores
do Distrito de Nossa Senhora do Amparo
(Apronam) aparecia entre os patrocinadores?
Qual o envolvimento da Intermída.Biz
em toda a promoção? Com quem
foi firmado contrato para a organização
da feira?
São perguntas sem resposta, parte
dos mistérios insondáveis
da administração de Barra
Mansa, onde o prefeito age com total liberdade,
sem tomar conhecimento da Câmara
Municipal, sem prestar a mínima
atenção aos segmentos da
sociedade organizada. Ele age com onipotência,
como se fosse dono da cidade.
O povo precisa começar a cobrar
dos vereadores uma posição,
afinal eles foram eleitos para representar
a população e não
para servir ao prefeito. O Legislativo é o último
bastião onde o povo ainda pode se
agarrar. A coisa chegou a um ponto que
não se pode admitir um poder descaracterizado
e subserviente ao prefeito transformando
a câmara numa repartição
da prefeitura.
A ExpoBM é o momento de a câmara
se manifestar. Com dignidade, com respeito
e com responsabilidade. Fiscalizar não
significa criticar ou combater.
Fiscalizar é a obrigação
de todo cidadão decente, que paga
os seus impostos em dia e os vereadores
representam o cidadão no poder.
O povo espera que os vereadores não
se tornem também um mistério
insondável, pois seria a falência
do Poder Legislativo.
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