 |
|
|
|
 |
 |
Abandono
é crime
O abandono de familiares idosos não é apenas
uma demonstração de insensibilidade. É crime.
A punição desse gesto de
extrema desumanidade está prevista
no Estatuto Nacional do Idoso, que dispõe
entre outros temas sobre a responsabilidade
dos filhos em relação aos
pais.
No caso de pais que na velhice, carência
ou enfermidade ficaram sem condições
de prover o próprio sustento, cabe
aos filhos maiores e capazes o dever de
ajudá-los e ampará-los. Portanto,
todo caso de insensibilidade doméstica
pode e deve, quando extremado, chegar à justiça.
O alto número de idosos abandonados
ou mesmo esquecidos em asilos ou na própria
residência, vivendo em condições
degradantes, é um dos mais graves
fenômenos sociais do Brasil. A razão
de tal violência se deve muitas vezes à falta
de consciência dos familiares, que,
em geral, ainda vêem o envelhecimento
como uma doença.
Por isso, leitor, se você tem parentes
de mais idade, procure tratá-los
sempre com mais carinho. São pessoas
que têm muito a contribuir com sua
experiência de vida. No caso de parentes,
ou mesmo amigos que estejam internados,
não deixe nunca de visitá-los.
Saber que existem pessoas preocupadas com
os seus sentimentos é um verdadeiro
elixir, fundamental para a saúde
dos idosos. Pense nisso.
Sérgio Cabral
Senador
|
A
verdade que não foi mostrada
O
documentário “Falcão – meninos
do tráfico”, exibido recentemente
na televisão, teve grande repercussão,
com manifestações em vários
segmentos da sociedade. A filmagem tentou
mostrar os bastidores das comunidades dominadas
pelo tráfico, focando o envolvimento
de menores. Mas há controvérsias
e é preciso ficar atento para todo
o contexto da situação.
Ao longo de anos, com a vivência
que adquiri, posso afirmar que nem tudo
que foi apresentado pelo documentário é,
funciona ou acontece da maneira que foi
mostrada. As entranhas de uma favela são
bem piores e os menores que trabalham para
o tráfico são perigosos,
agressivos e cruéis. Longe de serem
criaturas fragilizadas como foram apresentadas.
Sei que uma boa parcela da população
poderá não concordar, mas
podem ter a certeza de que é a mais
pura verdade.
Surpreendeu-me a tranqüilidade mostrada
no documentário. Isso nos leva a
crer que para as coisas saírem daquele
jeito foi preciso algum entendimento prévio,
o que é preocupante, pois se os
autores e diretores do filme fizeram algum
tipo de acordo, dando alguma contrapartida
para o pessoal do local, a obra torna-se
uma grande contradição.
Quem levanta a bandeira da verdade em busca
de oportunidade para os excluídos,
não pode ceder a quaisquer negociatas.
Aliás, foi divulgado que, durante
a gravação do documentário,
a produção viu pessoas seqüestradas
em cativeiro, fato omitido para a polícia.
Qual teria sido o preço do silêncio?
E as vidas humanas no cativeiro, não
têm valor? Quem busca ressocializar
meninos envolvidos com o narcotráfico,
não se importaria com as três
vidas em apuros?
vAs impressões que ficaram foi a
que os diretores do filme priorizaram a
oportunidade de um furo de reportagem em
detrimento às vidas humanas que
égrave. Marcos
ínola
Advogado e membro da Associação
Internacional de Criminologia
|
|
 |
|
|
|
|