Dor
e revolta: enterrada mulher assassinada
por ex-companheiro
VOLTA
REDONDA - Dor, emoção
e revolta marcaram, ontem à tarde,
o sepultamento da dona-de-casa Alessandra
Sueht Gama, 30 anos, assassinada na véspera,
provavelmente pelo ex-companheiro, o eletricista
Marcos Luiz Câmara da Silva, 36 anos,
que até o fechamento desta edição
continuava foragido.
Centenas de pessoas, entre parentes, amigos
e vizinhos acompanharam o cortejo que saiu
da Capela Mortuária, no Aterrado,
para o Cemitério Portal da Saudade.
Segundo apurado pela polícia, a
vítima foi assassinada pela manhã,
na Rua Pernambuco, bairro Retiro. O corpo
foi encontrado à tarde. O acusado
pelo crime teria matado a ex-mulher por
espancamento na cabeça e estrangulamento.
Depois de ter ateado fogo ao corpo com álcool,
ele teria fugido com os dois filhos menores,
de quatro e seis anos, em um táxi
que até o fechamento desta edição
não havia sido identificado. O eletricista
pegou as crianças na escola e os
familiares suspeitaram porque as crianças
estavam demorando a chegar da escola. A
polícia foi avisada e iniciou as
buscas.
Desde que foram informados sobre o assassinato,
policiais de toda a região foram
mobilizados para encontrar o suspeito.
O crime chocou e revoltou não só os
familiares da vítima e vizinhos,
mas também parentes do próprio
acusado. Segundo informações,
Alessandra, que fora espancada várias
vezes pelo eletricista durante os noves
anos que conviveu com ele, estava separada
desde outubro do ano passado. Por medo
dele, porque vivia recebendo ameaças
pelo fato de não querer reatar o
casamento, chegou a procurar proteção
na Delegacia de Atendimento à Mulher
(Deam). Por isso, mesmo depois que passou
a viver com a mãe ela pernoitava
na DP nos finais de semana, quando o ex-companheiro
vinha passar folga na cidade, pois trabalhava
no Rio de Janeiro. Foi por essa razão
que ela decidiu ir à residência.
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