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Deputado reafirma que nunca participou de atos e ações ilegais

     BRASILIA - O deputado João Mendes de Jesus (PSB/RJ) afirmou ontem, na Câmara dos Deputados, que a lista de nomes de parlamentares supostamente envolvidos em ações ilegais no Ministério da Saúde, divulgada pela Corregedoria Parlamentar, é o início para saber quem realmente está envolvido com atos ilícitos, no que tange à investigação da Polícia Federal sobre a Operação Sanguessuga.
     Mendes lembra que não foi indiciado, bem como não foi instaurada na câmara investigação sobre sua pessoa. Para ele, esses fatos demonstram que sua postura como parlamentar é ilibada, e que, seguramente, com o decorrer do tempo, todas dúvidas serão esclarecidas, até porque não pode responder por erros de terceiros.
     “ Reafirmo, energicamente, que nunca participei ou fui cúmplice de quaisquer ilegalidades. A irresponsabilidade de setores da Polícia Federal e da grande imprensa tem também de ser investigada, porque não foi resguardado o direito de defesa de quem foi acusado injustamente, bem como o segredo de justiça não foi, adequadamente, respeitado por aqueles que têm a guarda das informações”, critica João Mendes de Jesus.

EMENDAS

     Outra questão observada pelo socialista foi quanto às emendas. O deputado defende que elas se tornem impositivas, a fim de dificultar o processo de corrupção colocado em prática por pessoas que se aproveitam de seus cargos, muitas vezes de confiança, para benefício próprio. Disse também que solicitou o cancelamento momentâneo de suas emendas, até que não haja dúvidas sobre sua conduta pessoal e parlamentar.
     “ Informo, para quem não sabe, que os parlamentares são obrigados por lei a destinar, no mínimo, 30% das emendas individuais para o setor de saúde”, conta. Além disso, a execução de emendas parlamentares e a liberação de recursos não são determinadas por deputado algum, porque são de total responsabilidade do Ministério da Saúde.
     Para dirimir qualquer dúvida, o deputado resolveu entregar terça-feira, ao Ministério Público, à Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados e ao Conselho de Ética da Câmara, seu Imposto de Renda e sua Declaração de Bens e Rendimentos, de 2002 até 2005. De acordo com ele, sua atitude tem por objetivo informar à sociedade brasileira e à Câmara dos Deputados que o seu patrimônio é compatível com os seus rendimentos.