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PONTO DE VISTA
Gestão ambiental

     A preocupação com o meio ambiente sempre esteve presente em minha vida pública. Quando exerci o governo do Rio de Janeiro, criei um sistema modelo de gestão ambiental que incluiu o controle da poluição, o gerenciamento dos recursos hídricos, da flora e da fauna do estado.
     Com sensibilidade, inovei campanhas e promovi ações com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas. As placas educativas sobre as condições de banho das praias; a operação Fumaça Negra, destinada a controlar principalmente os veículos movidos a diesel; a proibição do tráfego de ônibus no interior dos túneis Dois Irmãos e Santa Bárbara, das 10 às 17 horas, até o cumprimento das exigências por parte da administração municipal da cidade do Rio de Janeiro, e o incentivo à substituição da lenha pelo gás natural em várias olarias e cerâmicas são exemplos dessas ações.
     A partir da criação da primeira Secretaria Estadual de Meio Ambiente, houve o revigoramento da Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema) e a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla).
     Foi no meu governo que se criou o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema), o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente. Para se dar suporte financeiro a todos esses projetos, houve a implantação do Fundo Especial de Controle Ambiental – Fecam, que financiou projetos em todo território fluminense.
     Também aproximei grupos empresariais do compromisso ambiental, o que permitiu realizar obras de drenagem em diversas bacias hidrográficas do estado, em especial na região metropolitana. Essas obras beneficiaram mais de dois milhões de habitantes de Magé, Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis e São João de Meriti.
     A fiscalização também teve um papel importante no meu governo. Como medida extrema, o governo chegou a interditar o terminal petrolífero da Petrobrás, na Ilha Grande, até que a empresa instalasse equipamentos de segurança para evitar derramamentos de óleo no mar. Não houve trégua também aos deslizes operacionais da Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda, que sistematicamente poluía o Rio Paraíba do Sul com dejetos do processo industrial. O lançamento de resíduos ameaçava todo o tratamento de água responsável pelo abastecimento de mais de nove milhões de habitantes da região metropolitana do estado.
     No meu governo também não permiti o garimpo de ouro nas águas do rio Paraíba do Sul. O vinhoto e a água de lavagem de cana deixaram de ser problemas na região de Campos.
     Pela primeira vez no estado, uma empresa foi obrigada a reparar danos em área de manguezais, parcialmente destruída por empresa imobiliária, utilizando seus próprios recursos.
     O compromisso com o futuro fez com que eu incentivasse alianças, como a do meio ambiente com o setor de patrimônio cultural do estado, tombando as Dunas de Cabo Frio e o trecho fluminense da Serra do Mar/Mata Atlântica.
     Na prefeitura de Niterói, realizei obras importantes que possibilitaram o seu desenvolvimento e uma melhor qualidade de vida. Realizações que favoreceram todas as camadas sociais. Investi em obras de saneamento ambiental, num momento em que o mundo começava a despertar para a questão ecológica. Niterói cresceu sem comprometer o meio ambiente.
     Hoje, acredito que o grande desafio das cidades é definir os fundamentos do desenvolvimento sustentável.
     Em reconhecimento ao meu trabalho recebi do Instituto Ambiental Biosfera e do Instituto Brasileiro de Estudos Especializados (Ibrae) no dia 10/02/2006, o Diploma de Destaque Nacional em Meio Ambiente, Ação e Desenvolvimento Sustentável/ 2005. Honraria que é oferecida a brasileiros que se destacaram pelo apoio, incentivo ou estímulo a programas, projetos, ações e iniciativas bem sucedidas no setor.

Moreira Franco
Deputado federal