Pairam sérias denúncias sobre
alguns deputados, entre tantas já registradas.
Algumas apuradas, outras arquivadas vergonhosamente,
conspurcando a dignidade de uma instituição
que vem sofrendo desgastes acentuados nos últimos
anos.
A que se relaciona com a compra de ambulâncias,
justamente na área da saúde,
a mais carente em todo o país, não
pode, evidentemente, cair no esquecimento.
O eleitor está cobrando, e com muita
razão, as explicações
dos deputados que ele elegeu.
Aqui, na região, por exemplo, está envolvido
o nome do deputado Paulo Baltazar (PSB).
Justamente ele, médico, detentor
de votação extraordinária,
precisa provar sua inocência, não
se atendo às declarações
negando qualquer tipo de envolvimento com
a máfia das ambulâncias.
Pelo seu passado como médico em
Volta Redonda, vereador e prefeito da cidade
e, depois, deputado federal, Paulo Baltazar
não se inclui, à primeira
análise, entre aqueles que se portariam
indignamente no cumprimento do mandato.
Quando vereador, no início da sua
vida política, Paulo Baltazar pautou
a sua conduta pela retidão em todos
os seus atos, demonstrando zelo com a coisa
pública.
Na prefeitura, não foi diferente.
Como prefeito, ele também deixou
exemplos de dignidade e respeito ao serviço
público. Em Brasília, até que
estourasse o escândalo das ambulâncias,
Paulo Baltazar se situava entre os parlamentares
de correto comportamento ético.
Tudo isso, é evidente, não
o afasta do rol dos denunciados nem garante
uma idoneidade nesse episódio. Cabe
a ele mesmo provar a sua inocência,
cobrando rigorosidade na apuração
das denúncias, sob pena de perder,
num só ato, todo um passado de dignidade
e respeito.
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