| INTERROGATÓRIO
Forte esquema de segurança
Presos na Operação Xeque-mate
são interrogados no Fórum
VOLTA
REDONDA - Um forte esquema de segurança
foi montado durante todo o dia de ontem
no Fórum da cidade, quando 39 pessoas,
homens e mulheres, acusados de envolvimento
com o tráfico de drogas na região,
foram interrogados. Todos foram presos
em fevereiro, durante uma operação
da Polícia Federal denominada Xeque-Mate,
e estão em presídios diversos
do Rio de Janeiro. O grupo, acusado de
tráfico de drogas na região,
foi preso no município, em Pinheiral,
Barra Mansa, Japeri e em São Paulo.
Assim que foram presos, os acusados foram
denunciados pelo Ministério Público
(MP). Essa ação ocorreu a
partir de um inquérito instaurado
pela Polícia Federal.
Por causa do interrogatório, desde
cedo era grande o movimento de familiares
de presos em volta do prédio, localizado
no Aterrado. A cada duas viaturas da Polícia
Federal que chegava ao local com os acusados,
a aglomeração de pessoas
aumentava. Por isso, visando evitar maiores
tumultos ou possibilidade de fuga de presos,
parte do prédio do Fórum
foi isolada e os presos foram levados em
grupo para o interrogatório.
SEGURANÇA NO TRANSPORTE
O transporte dos detentos foi feito pela
Polícia Federal com total segurança.
O grande movimento de carros da PF durante
todo o dia pelas principais ruas da cidade
chamou a atenção da população.
Muitos não sabiam o que estava acontecendo
e pediam informações. Outros,
ansiosos para ver de perto os parentes
que estão presos. É o caso
de uma dona-de-casa que preferiu não
se identificar. Segundo ela, a filha foi
presa com amigos sob a acusação
de tráfico de drogas e desde então
já a viu somente duas vezes, pois
está sem condições
de ir até o presídio onde
está presa. “É uma
tortura muito grande para a gente que é mãe,
mas fazer o quê. Não queríamos
isso, mas aconteceu. Agora só nos
resta rezar e torcer para que tudo dê certo
daqui para a frente e que ela aprenda a
lição”, comentou a
mulher que conseguiu ver a filha na hora
em que ela chegou para o interrogatório.
O esquema de segurança foi determinado,
antes, pelo juiz da 1ª Vara Criminal,
Marcelo Telles Sampaio, que havia enviado
ofício ao 28º Batalhão
da Polícia Militar (BPM) solicitando
um efetivo maior de policiais para a ocasião.
O interrogatório é o início
do processo aberto contra esses presos
que em breve serão convocados para
novos depoimentos. Além disso, haverá ainda
audiências com testemunhas de defesa
e de acusação.
OPERAÇÃO XEQUE-MATE
Em fevereiro deste ano, depois de três
meses de investigações que
consumiram mais de mil horas de escuta
e gravações autorizadas pela
Justiça, a Polícia Federal
em Volta Redonda decidiu deflagrar a operação
denominada Xeque-Mate. Graças ao
trabalho de investigação,
os policiais apreenderam nesse período
11 quilos de cocaína que chegavam às
rodoviárias de Volta Redonda e Barra
Mansa através dos “mulas” (pessoas
usadas para transportar drogas) que faziam
o serviço a partir de São
Paulo. Na ocasião, a PF realizou
também escutas telefônicas
que revelaram a informação
de que Anísio Rodrigues Melo, 31
anos, que está no Presídio
Ary Franco, para não ser identificado
usava duas senhas quando fazia ligações
telefônicas: Robson, quando se comunicava
com traficantes paulistas e Maurício,
com marginais cariocas.
Na maior operação da história
já realizada na Cidade do Aço,
Pinheiral, Barra Mansa, Japeri e São
Paulo, a Polícia Federal cumpriu
na ocasião 36 mandados de prisão.
A maioria dos presos morava nos bairros
Aterrado, Vale Verde e Vila Brasília.
Além das prisões foram cumpridos
outros 14 mandados de busca e apreensão.
O objetivo da operação, na época,
era localizar dois fuzis AR-15 que, segundo
a polícia, estariam escondidos numa área
rural da cidade. Porém, as armas
não foram localizadas.
Após as prisões, o delegado titular da Polícia Federal
em Volta Redonda, César Augusto Gaspar, um dos comandantes da operação,
disse que a quadrilha era formada por cerca de 50 traficantes de drogas que
atuava em Volta Redonda e região, que no ano passado movimentou em torno
de R$ 1,5 milhão com a distribuição de 60 quilos de cocaína.
De acordo com o que foi investigado na época, a droga era enviada de
São Paulo para Volta Redonda por integrantes do Primeiro Comando da
Capital (PCC), facção criminosa à qual Anísio Rodrigues
de Melo pertence.
Anísio
Rodrigues Soares
Diogo Arques da Silva
Geovane dos Santos, o Vaninho
Olinto Gonçalves da Silva
Natalina Rosa
Olinto Junior Viana da Silva, o Juninho
Rafaela Raimundo Marques
Nilton César dos Santos
Carlos Roberto Bento
Luis Ezequiel Fereira de Castro, o Quiel
Gleisson Cardoso de Freitas
Gabriela da Silva Deus
Walker Miguel
Antoni Batista Santos
Joziana Cristina Fagundes
Regiane Gomes da Silva
Cátia Valeria Pereira Gonçalves
Ingrid dos Santos Oliveira
Diana dos Santos
Salete Valente Franco
Severino Santino da Silva
Fabiola Inavalda de Almeida
Divino Manoel de Almeida
Maria Izabel Madeira Rocha
Jonathan Ferreira Dias
Wagner dos Santos da Cunha
Valéria Maria de Oliveira
Dwigtht Nascimento da Silva
Monique dos Santos R. da Silva
Sebastiana Maria Amigo
Catariana Silveira Amigo
Alessandra Maria de Jesus
Wilson Soares da Silva
Martilina Maria Dos Reis
João Ferreira de Oliveira
Jailton Siqueira de Oliveira
Rosana Silveira Amigo
Márcio de Carvalho
*Carlos dos Santos está foragido,mas
com mandado de prisão
com ele. |
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