Voltar   Airton Soares / PMR
BESOUCHET e Zenilda Miranda vistoriaram o terreno na Vila Isabel

HORTA COMUNITÁRIA
Projeto beneficia moradores
Assentados da Vila Isabel serão assistidos

     RESENDE - A parceria entre as Secretarias do Desenvolvimento Social e Solidariedade e do Desenvolvimento Rural com a Agência de Meio Ambiente de Resende (Amar) e o Conselho de Segurança Alimentar de Resende (Consea), juntamente com os moradores do Assentamento Social Vila Isabel, vai reduzir a fome de 20 famílias carentes que residem no assentamento com o projeto Horta Comunitária.Uma área de quatro mil metros quadrados está sendo destinada para o plantio de cinco mil mudas de couve, alface, jiló, tomate, salsa e cebola, entre outros legumes e hortaliças.
     Segundo o secretário do Desenvolvimento Social, Luis Carlos Besouchet, o Kiko, a previsão é que a área esteja pronta para aragem amanhã e para posterior preparação dos canteiros da horta comunitária. “Uma parte da produção deve ser colhida três meses após o plantio, sendo consumida pelas famílias que cuidarão da plantação. Outra parte será vendida, gerando renda para eles”, explica Besouchet.
     O secretário do Desenvolvimento Rural, Edino Camoleze, salienta que as famílias terão o apoio técnico para o plantio e colheita. O projeto inclui a preparação do solo e o fornecimento das sementes. “A Amar está orientando a escolha pelas melhores espécies a serem cultivadas na faixa próxima ao Rio Paraíba do Sul, que por lei deve ser preservada. A área será cercada e os moradores estão recebendo todo o suporte necessário para o sucesso do plantio”, ressalta Camoleze.
     Para a presidente do Consea, Zenilda Miranda, é preciso traçar o perfil das famílias cadastradas. “Realizamos um levantamento social para traçar um perfil dos participantes para que façamos um acompanhamento de todas as etapas do trabalho. Para se ter uma idéia, de dez fichas preenchidas sete são nomeadas por mulheres e o restante no nome do chefe de família”, conta, lembrando que a maioria das mulheres vive em união estável; possuem mais de três filhos e encontram-se na faixa etária entre 30 e 35 anos e a maioria possui Bolsa-Família – auxílio do governo federal. “Existe uma mulher que é exceção, mas apesar de não receber o benefício tem o perfil adequado. Porém, o marido não possui documentos e a filha, de 11 anos, não tem certidão de nascimento. Já encaminhamos o caso para o Programa de Atendimento Integral à Família, que o acompanhará. Quanto aos homens, a maioria vive em união estável, tem mais de 36 anos e possuem de um a três filhos. Têm 1º grau incompleto e renda familiar de menos de um salário”, conclui a presidente do Consea.