| MEIO
AMBIENTE
MATA ATLÂNTICA – AGONIA DESDE O DESCOBRIMENTO
A Mata
Atlântica abriga uma das
maiores biodiversidades do planeta, com
altíssimos níveis de endemismo,
ou seja, diversas espécies de
animais e plantas só existem nela,
e esse bioma tem uma das maiores riqueza
biológicas da Terra. Contudo,
desde o Descobrimento do Brasil a segunda
maior floresta tropical úmida
do país vem desaparecendo de forma
absurda bem debaixo de nossos olhos.
De sua extensão original, aproximadamente
1,3 milhões de quilômetros
quadrados, restam apenas cerca de 5%.
Os números dessa devastação
são alarmantes. Segundo pesquisas,
só na década de 90 foram
desmatados cerca de 900 mil hectares
da floresta, ou seja, o Brasil perde
a cada quatro minutos o equivalente a
um campo de futebol. Essa devastação
vem acontecendo desde a época
do descobrimento, quando o principal
alvo era o pau-brasil, daí em
diante foi um massacre atrás do
outro. A agricultura, as plantações
de cana-de-açúcar, de café,
o gado e finalmente as grandes madeireiras,
que hoje representam a maior ameaça às
nossas florestas, fizeram a Mata Atlântica
praticamente sumir do mapa.
Os danos vão muito além
de árvores derrubadas, pois a
mata apresenta uma diversidade gigantesca
de flora e fauna e um cenário
de espetacular beleza e importância
para o planeta. Desses desmatamentos
restam apenas um prejuízo incalculável
para a natureza, uma vez que isso afeta
toda uma estrutura de cadeia alimentar,
além de prejudicar uma das grandes
fontes de água do país.
Em virtude da riqueza biológica
e dos níveis de ameaça
a que está submetida, a Mata Atlântica
pertence a um conjunto de estudos coordenados
pela Conservation International, como
uma das prioridades em conservação
da biodiversidade em todo o mundo, e
isso significa que especialistas do mundo
todo estão focados nela e em outros
biomas do planeta.
Dentre os grandes culpados pela agonia
da Mata Atlântica estão
as madeireiras, que através da
clandestinidade e da corrupção
de algumas autoridades estão descaradamente
roubando o que temos de mais valioso.
É
preciso que cobremos atitudes das autoridades
que fiscalizam nossas matas e acima disso é preciso
revermos nossas atitudes, uma vez que
temos um dos maiores patrimônios
naturais do mundo, precisamos aprender
a valorizá-lo e preservá-lo,
pois dele depende, não só o
nosso futuro, mas o de toda uma geração
que ainda está por vir.
Ingrid Oliveira Pereira
Estudante
de Ciências Biológicas
Centro Universitário Geraldo Di
Biase
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