|
NOTAS E NOTAS
Vendedor de sonhos
Ninguém pode dizer que deixou
de ganhar na Mega-Sena porque tinha fila
e não fez o jogo. Isso se for
morador de Barra Mansa. O homem da foto
leva a sorte grande para todos, sem fila,
sem maiores entraves. Ele fica por aí,
circulando, vendendo os bilhetes. Quem
ganhar, por dever de gratidão,
não deve se esquecer dele. Afinal,
um dinheirinho fora de hora não
faz mal a ninguém.
Seresta das mães
O Sesi Clube de Barra Mansa promove
hoje mais uma seresta dançante
em comemoração do Dia
das Mães. Com início às
20 horas, a noite será animada
pelo conhecido grupo musical da região
Clave do Sol. As serestas têm
sido realizadas nas últimas
quintas-feiras de cada mês e
já são sucesso, principalmente
entre o público da terceira
idade. O evento é aberto ao
público e informações
sobre a compra de convite podem ser
obtidas no atendimento do Sesi.
Verbas liberadas
A Secretaria de Estado de Controle
e Gestão liberou no início
da semana, para o Grupo Executivo do
Programa Delegacia Legal, órgão
vinculado à Secretaria de Segurança
Pública, o valor de R$ 5.346.944
para o término das obras de
11 Delegacias Legais e sete Postos
Regionais de Polícia Técnico-Científica
(PRPTC) no Estado do Rio de Janeiro.
Entre elas a 89ª DP (Resende),
localizada na Rua Sarkis José Sarkis,
s/nº, no bairro Jardim Jalisco,
será contemplada com R$ 218.000,31
para sua conclusão. A iniciativa
teve o incentivo do deputado estadual
Noel de Carvalho (PMDB).
Negócios em Angra
Angra dos Reis realiza, de 24 a 28
deste mês, o III Costa Verde
Negócios, com o objetivo de
promover a abertura de novos mercados
na cidade, além da compra e
venda de produtos para empresas da
região. O evento ficará aberto
das 10 às 22 horas, na Praia
no Anil. A entrada é de graça.
Crescimento
A indústria manteve em abril
a trajetória de recuperação
iniciada em janeiro, apontando crescimento
moderado após um desempenho
ruim no final de 2005, em razão
de ajuste de estoques, segundo uma
pesquisa da Fundação
Getúlio Vargas (FGV) divulgada
na última sexta-feira.
A situação atual dos
negócios foi avaliada como boa
por 27% dos industriais e fraca por
20%. Na sondagem anterior, de janeiro,
essas porcentagens eram de, respectivamente,
16% e 20%.
A avaliação "boa" é o
melhor resultado para o mês de
abril desde 1995 e o mais positivo
desde outubro de 2004.
O nível de demanda atual foi
considerado como forte por 18% e fraco
por 16%. Os números são
melhores que os da sondagem de janeiro,
de 8% e 22%.
Cheques sem fundos
O volume de cheques sem fundos diminuiu
7,8% em abril na comparação
com março, segundo pesquisa
nacional da Serasa. Ainda assim, o índice
de 22,4 cheques devolvidos para cada
mil compensados é o segundo
maior desde que o indicador foi criado,
em 1991. O recorde foi registrado exatamente
em março deste ano, com 24,3
cheques sem fundos para cada mil compensados.
Em abril de 2005, a alta no volume
de cheques devolvidos registrada pela
Serasa foi de 17,9.
O volume de cheques compensados caiu
de março para abril de 166,5
milhões para 133,3 milhões.
O total de devoluções
foi de três milhões em
abril contra quatro milhões
no mês passado.
Fome zero
Mais de 72 milhões de brasileiros
(40% da população do
país) estão em situação
de insegurança alimentar, ou
seja, não têm garantia
de acesso à comida em quantidade,
qualidade e regularidade suficiente.
Cerca de 14 milhões passam fome.
As informações foram
divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE)
e fazem parte de uma pesquisa inédita
no país sobre segurança
alimentar. De acordo com o estudo,
que utiliza os dados da Pesquisa Nacional
Domiciliar (PNAD) de 2004, crianças,
negros e moradores das regiões
Norte e Nordeste do país são
os grupos que mais sofrem com restrições
na alimentação.
O estudo constatou que cerca de 18%
da população vivem em
condições de insegurança
alimentar leve, 14,1% em insegurança
alimentar moderada, e 7,7% deles se
enquadram na categoria de insegurança
alimentar grave, que é caracterizada
pela experiência de fome na família
pelo menos uma vez em um período
de 90 dias.
Restituição do Imposto
de Renda
A Receita Federal editou, ontem, a
Instrução Normativa 651,
que fixa as datas para liberação
dos lotes de restituição
do Imposto de Renda da Pessoa Física
(IRPF) 2006, ano-base 2005. A norma
será publicada hoje no Diário
Oficial da União.
O primeiro lote do IRPF 2006 será divulgado
no dia 16 de junho. Após isso
serão divulgados novos lotes
mensais, em um total de sete, até o
mês de dezembro.
Não ser incluído nesses
lotes significa que o contribuinte
foi retido na malha fina. Nesse caso,
o prazo de liberação
da declaração é de
até cinco anos, contados a partir
do ano seguinte da entrega da declaração.
De forma que, no caso da declaração
entregue em abril deste ano, a Receita
tem até o final de 2011 para
liberá-la.
Malha fina
Existem muitas razões pelas
quais as declarações
são retidas na malha fina, mas
na maioria dos casos isso acontece
devido a erros de informação,
ou inconsistência de dados, com
aqueles apresentados pela fonte pagadora.
Quem perceber que cometeu um erro pode
agilizar a liberação
entregando uma declaração
retificadora.
Mais rigorosa na fiscalização
e no cruzamento de dados, a Receita
Federal tem retido um número
cada vez maior de contribuintes na
malha fina. Para se ter uma idéia,
o número de declarações
retidas pela Receita entre 2004 e 2005
dobrou.
Quem tem prioridade?
Caso você faça parte
do grupo de contribuintes que efetivamente
tem direito à restituição
do imposto pago a mais no decorrer
do ano passado, saiba que a Receita
dá prioridade aos idosos com
mais de 60 anos na hora de pagar a
restituição, em cumprimento à Lei
10.741, de 1º de outubro de 2003,
denominada Estatuto do Idoso.
Em seguida serão liberadas as
restituições de declarações
entregues por disquete, por último
ficam as declarações
entregues em formulário impresso.
Onde receber
As restituições do imposto
de renda e o ressarcimento de valores
referentes a tributos e contribuições
federais só são pagos
através de depósito em
conta corrente ou poupança.
Cabe ao contribuinte indicar na sua
declaração em que conta
quer receber esse pagamento, sendo
que a lista dos bancos autorizados
a efetuar o pagamento da restituição
pode ser encontrada no site da Receita.
A razão para isso é simples:
o número de fraudadores vinha
aumentando de forma assustadora, já que
muitos usavam falsas procurações
para receberem essas restituições
no caixa dos bancos.
A Receita Federal já autorizou
os bancos a compararem se o CPF ou
CNPJ do beneficiário está de
acordo com os documentos apresentados
na abertura da conta. Caso o banco
não confirme a autenticidade
dos documentos, está autorizado
a devolver o dinheiro à Receita
Federal.
Reajustes do mínimo
Durante uma exposição
sobre o salário mínimo
na Comissão Mista de Orçamento,
o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz
Marinho, destacou que o governo federal
quer criar uma política de estado
para a fixação dos reajustes,
e não uma política deste
governo. Marinho apontou que, atualmente,
24 milhões de pessoas recebem
um salário mínimo na
Previdência Social e que, se
o reajuste anual não estivesse
vinculado ao sistema, a distribuição
de renda no país seria mais
desfavorável ainda.
Poder de compra
"O salário mínimo
atual, de R$ 350, permite a compra
de mais de duas cestas básicas,
o que era impossível em 2002,
quando o mínimo permitia a compra
de pouco mais de uma cesta", afirmou
o ministro. Para ele, o salário
mínimo também ajuda a
fixar a política salarial para
as outras categorias do país,
o que auxilia no processo de distribuição
de renda.
Fixação dos reajustes
Durante a exposição,
Luiz Marinho defendeu que a política
de reajuste do mínimo precisa
levar em conta o equilíbrio
das contas públicas e que deve
envolver acréscimo sobre o índice
de crescimento anual do Produto Interno
Bruto (PIB).
Para o economista Flávio Castelo
Branco, da Confederação
Nacional da Indústria (CNI),
nos últimos 30 anos o crescimento
do salário mínimo ficou
abaixo do próprio crescimento
da economia.
Segundo ele, quanto mais o mínimo
cresce, mais pessoas estarão
trabalhando sem carteira assinada,
na chamada economia informal. "Com
muita gente trabalhando assim, as pessoas
e as empresas não prosperam,
pois as primeiras ficam sem direito
a crédito, o que impede as empresas
de prosperarem".
|