Sindicato
rejeita proposta do Metalsul
VOLTA
REDONDA - O Sindicato dos Metalúrgicos
do Sul Fluminense recusou novamente a proposta
oferecida pelas empresas terceirizadas
da CSN, durante mais uma negociação
com a direção do Metalsul,
na tarde de ontem. O sindicato patronal
propôs um reajuste salarial de 4%
com base no INPC pleno, calculado em 3,34%,
mais 0,64% de ganho real. Dos 24 itens
da pauta de reivindicações,
as empresas posicionaram-se somente quanto
ao reajuste salarial.
O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
e responsável pela comissão
de negociações, Petrônio
Chiarelli, classifica a negociação
como “terrível”. Ele
acredita que os valores apresentados poderiam
ser melhores, considerando que as empresas
nem sequer se manifestaram sobre um dos
itens prioritários para a categoria,
que é a elevação do
piso salarial para ajudantes, profissionais,
mestres e técnicos.
“
As empresas poderiam e vão ter que
avançar na proposta salarial. Vamos
levá-la para apreciação
em assembléia e orientaremos a categoria
a não aceitar. Se for preciso chegaremos
até as últimas conseqüências”,
avisa Petrônio, referindo-se a uma
possível greve geral, a exemplo
da que ocorreu durante o acordo coletivo
do ano passado.
O presidente do sindicato afirma que não
há prazo para terminar as negociações,
mas que pretende dar uma posição
final aos trabalhadores ainda este mês.
De todo modo, os valores acordados serão
retroativos ao mês de maio. Ele informa
que está programada para hoje, às
7 horas, na Passagem Superior da Usina
Presidente Vargas, uma assembléia
geral para que os terceirizados tomem conhecimento
do que foi discutido na negociação
e votem se concordam ou não com
o que foi apresentado.
Segundo o sindicato, hoje a CSN totaliza
oito mil trabalhadores terceirizados. A
categoria pede reajuste salarial de 5%
e elevação do piso salarial
dos trabalhadores.
EMPRESAS DO METALSUL
Na negociação de ontem também
foi tratado do acordo salarial das demais
empresas da região representadas
pelo Sindicato dos Metalúrgicos.
Para as empresas com menos de 250 funcionários,
a proposta do Metalsul foi de reajuste
salarial de 4,5%, baseado no INPC pleno,
mais 1,11% de aumento real, sem abono.
Já as empresas com mais de 250 funcionários
propuseram reajuste de 4,5% (INPC + 1,11%),
além de um abono no valor de R$
300. Em se tratando dos trabalhadores com
rendimento maior de R$ 1,5 mil, a proposta
foi de reajuste baseado no INPC pleno,
sem aumento real, mais um abono de R$ 300.
Segundo o sindicato, as propostas foram
razoáveis, mas cabe aos trabalhadores
decidirem se concordam ou não com
os valores apresentadores. Para isso haverá assembléias
durante esta semana nas próprias
empresas da base territorial do sindicato.
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