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Mais um escândalo
     O prefeito de Barra Mansa acaba de praticar mais um escândalo na recente Lei Complementar nº 44, de 8 de maio de 2006. O dispositivo institui o Programa de Modernização da Gestão Imobiliária Urbana – Morar Legal.
     Sem entrar no mérito da referida lei, nas entrelinhas prejudicial ao cidadão mais humilde, mas de grande interesse da administração na captação de recursos, um fato salta aos olhos e constitui, sem dúvida alguma, mais um escândalo envolvendo o governo municipal.
     Com a conivência da Câmara Municipal, o prefeito, ardiloso, astucioso, acaba de criar mais 17 cargos, cujos salários correspondem a um CC-1, quatro CC-2 e 12 CC-3.
     O artigo 44 é textual: “Com a finalidade de incentivar a celeridade e a agilidade do processo administrativo, bem como a desburocratização de procedimentos internos em beneficio do contribuinte, será concedida à COPEG – Gerenciamento do Programa Morar Legal uma gratificação equivalente:
     I – Presidente: ao cargo de escalão intermediário (coordenador);
     II – Demais integrantes: ao cargo de segundo escalão (gerente);
     III – Subcomissões: ao cargo de terceiro escalão (supervisor)”.
     São mais 17 cargos criados de forma obscura, burlando a lei e abrindo campo para se fazer mais política com o dinheiro do contribuinte.
     Estranha-se que os vereadores, mesmo alertados pelo Sindicato dos Funcionários Públicos, tenham se mantido fiéis ao prefeito, preterindo os interesses da comunidade aos interesses do Executivo.
     Alguma coisa precisa ser feita para resguardar a integridade do contribuinte, o respeito com o erário municipal, sangrado mais uma vez pela sanha do prefeito em criar espaço para seus apadrinhados que ainda não participam do poder. Os interesses do município devem prevalecer sobre todos, o que não acontece em Barra Mansa, onde os poderes políticos são cúmplices nas falcatruas.
     O funcionalismo público continua sem o aumento pretendido. O prefeito alega não ter caixa para atendê-los, mas não lhe faltam recursos para criar um lugarzinho para abrigar os que rezam na sua cartilha política.