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Secretaria discute inclusão da cultura afro no currículo escolar

     ITATIAIA - Com o objetivo de discutir a reformulação curricular, principalmente no que diz respeito à implementação da cultura africana no currículo oficial da rede de ensino, profissionais da Secretaria da Educação e Cultura se reuniram esta semana com o Serviço de Orientação Pedagógica das Escolas. Esse foi o primeiro dos nove encontros que estão previstos até o final do ano, quando os profissionais da educação estarão realizando um estudo sobre o cumprimento da Lei Federal nº 10.639, de 09/01/2003, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, e, a partir disso, passar o conteúdo para as orientadoras pedagógicas que serão as formadoras dos professores, auxiliando-os nos conteúdos que serão ministrados em sala de aula. “Queremos estudar a cultura africana não só em decorrência da lei, mas pela sua importância e por fazermos parte dela. Enquanto educadores temos o papel fundamental de estarmos buscando esse novo olhar e mostrarmos a importância de misturar as culturas. Desde o ano passado os educadores já vêm trabalhando a pluralidade cultural em sala de aula, mas não de forma aprofundada. Através desse encontros queremos enriquecer o conteúdo oferecido em sala de aula, principalmente em áreas como língua portuguesa, história, geografia e artes, desde a educação infantil até a oitava série.”, explica Diene Cristina Motta Maretti, coordenadora geral do Departamento Pedagógico.
     Desde o início da atual gestão a Secretaria de Educação vem fazendo uma reformulação na proposta pedagógica, em que estão incluídos aspectos filosóficos e metodológicos que vêm no sentido de elevar o nível de conhecimento. “Com a mudança no sistema de ensino, que passou a ser por séries, buscamos a unificação dos conteúdos de todas as escolas, de maneira que elas atuem com o mesmo propósito, é claro que respeitando o contexto de cada comunidade. Nesse sentido temos, também, buscado a parceria com as escolas estaduais e particulares, evitando que quando um aluno mude de escola tenha dificuldade para se adaptar aos conteúdos”, finaliza Diene.