 |
Terceirizados
da CSN aprovaram greve por unanimidade
|
|
EM
GREVE
Empreiteiros da CSN
Trabalhadores recusam
proposta e planejam manifestações
VOLTA
REDONDA - Em assembléia realizada
ontem, pela manhã, na Passagem Superior
da Usina Presidente Vargas, os trabalhadores
das empresas terceirizadas da CSN rejeitaram
as propostas do Metalsul (Sindicato das
Indústrias Metalúrgicas do
Sul Fluminense). Eles não concordaram
com o reajuste de 4% (INPC calculado em
3,34%, mais 0,64% de ganho real) oferecido
pela empresas na última negociação,
quarta-feira, e decidiram entrar em greve
caso a empresa não atenda as suas
reivindicações.
Os trabalhadores alegam que o reajuste
oferecido foi muito aquém das necessidades
econômicas da classe e que não
foram discutidos outros pontos da pauta
considerados prioritários, como
elevação do piso salarial,
adicional de insalubridade, periculosidade
e hora extra. No total, constam da pauta
de reivindicações 24 itens.
Um dos diretores do sindicato, Carlos Henrique
Fortino, que conduziu a assembléia,
afirma que a maioria dos trabalhadores
se manifestou indignada com a proposta
do sindicato patronal. Ele diz que 100%
dos funcionários decidiram pela
greve, em votação sob regime
de aclamação. “Cerca
de 1,5 mil trabalhadores participaram da
assembléia. Por unanimidade, votaram
pelo movimento grevista. Na segunda, vamos
referendar a paralisação
e bloquear as quatro passagens da CSN aos
funcionários terceirizados”,
explica Fortino.
Ele lembra que nesse dia haverá piquetes
em frente à CSN, nos quais os dirigentes
sindicais vão denunciar à população
as propostas apresentadas pelas empresas
e explicar o motivo da greve.
“
Para a semana que vem estão programadas
manifestações na Praça
Juarez Anrunes e, à medida que o
movimento vai se fortalecendo faremos outras
atividades”, acrescenta o diretor
do sindicato.
OUTRAS EMPRESAS
Os trabalhadores que atuam nas demais
empresas da região com representatividade
pelo Metalsul participam de assembléias
gerais na próxima semana para decidir
os rumos do acordo salarial. Eles votarão
as seguintes propostas: reajuste de 4,5%
sem abono (INPC pleno (3,34%, mais 1,11%
de aumento real) para empresas com até 250
funcionários e reajuste de 4,5%
(INPC pleno (3,34%) + 1,11% de aumento
real), abono de R$ 300 para os trabalhadores
que ganham até R$ 1,5 mil. Para
os trabalhadores com rendimento superior
a R$ 1,5 mil, reajuste de 3,34% (INPC pleno),
mais um abono de R$ 300.
Na próxima
terça-feira acontece, às
18 horas, na sede do sindicato, assembléia
com os trabalhadores das empresas de Volta
Redonda. Em Barra Mansa e Resende acontecem
assembléias na subsede do sindicato,
no mesmo horário. Os trabalhadores
das empresas Saint Gobain, SBM e White
Martins votarão a proposta em regime
secreto. O horário da votação
será das 6 às 16 horas, nas
portarias das empresas. Na Flextronics
e Xerox, as assembléias serão às
7 horas, na portaria das empresas, também
na terça-feira.
|