Comissão
de negociação ignora audiência
com o Sepe
BARRA
MANSA - A comissão de negociação
do Sindicato Estadual dos Profissionais
de Educação (Sepe) presenciou,
ontem, mais uma intransigência do
governo municipal. Marcada para as 14 horas,
a audiência entre os secretários
de Administração, Fanuel
Fernando de Paula e de Educação,
José Amaral, e os membros do sindicato
simplesmente foi ignorada pela comissão
de negociação da prefeitura.
Depois de aguardar mais de uma hora pelo
encontro, um dos diretores do sindicato,
Paulo César de Souza, foi informado
por um dos assessores do prefeito que a
audiência teria sido cancelada. “Disseram
que o Amaral havia desmarcado a reunião
porque a prefeitura recorreu da liminar
que o Sepe conseguiu, determinando o pagamento
dos professores pelos dias parados”,
explica Paulo César, lembrando que
o Departamento Jurídico do sindicato
já foi acionado e que a partir de
segunda-feira serão tomadas providências.
“
Muitos professores ligaram para o sindicato
dizendo que a prefeitura não havia
depositado o dinheiro referente aos descontos.
Isso é um absurdo. Na audiência
anterior eles prometeram que iriam pagar
aos professores. Tanto o Fanuel quanto
o Amaral fizeram papel de moleques com
a gente”, dispara Paulo César,
ressaltando que não vai “deixar
barato” o que aconteceu.
Segundo ele, além de recorrer da
decisão na Justiça o sindicato
pretende mobilizar a categoria e a comunidade
a fim de pressionar o governo municipal
a ressarcir os professores pelos dias das
paralisações.
Da mesma forma, Pedro Nei Maximiniano,
outro diretor do sindicato, contesta a
medida da prefeitura. Ele deixou claro
que a categoria não vai repor as
aulas referentes aos dias de greve, se
a prefeitura não suspender os cortes
do salário do mês de abril. “Isso é um
desaforo. Não vamos repor as aulas
se isso acontecer. E o Amaral está com
medo de um possível movimento. Até desmarcou
o encontro pedagógico Sábado
Letivo, que iria acontecer hoje no Washinghton. É muito
estranho”, comenta Pedro Nei.
De acordo com Paulo César, essa
atitude do secretário de Educação
se deve ao fato de estar programada para
depois do evento, às 9horas, uma
assembléia na praça de Saudade,
próximo ao colégio. Ele lembra
que uma passeata está sendo planejada
e por isso Amaral tenha se sentido intimidado. “De
qualquer maneira, vamos fazer alguma atividade
nesse dia (hoje). Não podemos deixar
esfriar o movimento e permitir que esse
prefeito faça o que quiser. Ele
sabe fazer propaganda política para
a sua esposa, distribuindo uniformes nas
escolas que nem o nome delas tem, mas na
hora de pagar o professor ele não
sabe”, dispara Paulo César,
informando que na próxima semana
pretende propor à diretoria do sindicato
que sejam feitas mobilizações
junto aos profissionais de ensino, como
divulgação de boletins e
cartas abertas à comunidade.
|