São
Paulo viveu e o país acompanhou
o drama vivido por dezenas de famílias
de policiais civis e militares assassinados
pela contravenção da forma
mais covarde.
Não se viu esboçar nenhum
movimento das entidades que defendem os
Direitos Humanos, incluindo-se as igrejas,
em favor das famílias enlutadas,
como se fosse a coisa mais natural do mundo
a chacina dos policiais.
Se um policial, no cumprimento de sua missão,
exorbitar em seus atos, na maioria dos
casos em autodefesa, os Direitos Humanos
são evocados e os púlpitos
das igrejas se transformam em verdadeiros
palanques, levantando-se a indignação
fervorosa. As entidades que defendem os
direitos à cidadania abrem seus
microfones e holofotes para mostrar o absurdo
praticado contra elementos que não
pestanejam em matar somente para satisfazer
os seus instintos.
Essas entidades e as igrejas estão
devendo uma explicação às
famílias dos policiais e aos empresários
que tiveram seus ônibus incendiados
na prática terrorista imposta em
São Paulo.
Juiz e carrasco sempre em defesa dos “injustiçados
do regime”, traficantes, assassinos,
estupradores e ladrões não
podem silenciar num momento de tanta dor
e sofrimento para mães e filhos
que perderam seus maridos e pais no estrito
cumprimento do dever de assegurar a ordem
pública.
Os Direitos Humanos devem existir sempre.
Não como instrumento político,
como é usado no Brasil, mas como
instrumento que defenda o direito à cidadania,
o legítimo direito à vida,
na sua mais legítima forma.
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