Voltar   

Dançarte auxilia na formação de crianças e adolescentes

     Conciliando a necessidade de difundir uma prática física e artística, melhorar o aproveitamento das crianças em sala de aula e acreditando que quem se harmoniza com as leis da vida encontra a todo instante motivo para viver contente, o grupo Dançarte iniciou suas atividades em maio de 2005, oferecendo aulas de dança popular para crianças a partir dos quatro anos, oriundas da rede de ensino público e particular da cidade. Atualmente o projeto atende 150 crianças, distribuídas em 11 turmas, para as quais a professora e coreógrafa Adriana Leal ensina danças como jazz, rip-rop, clássica e folclórica. A fim de facilitar o deslocamento das crianças que participam do projeto, as aulas são ministradas em dois locais: na sede do projeto, localizado na Escola Pedro Rangel, e na Associação de Moradores do Bairro Campo Alegre.
     A pequena Giovana Aguiar da Silva, nove anos, dança no projeto há um ano e para ela faltar aula é motivo para cair no choro. “Quando tenho muitas tarefas de aula para fazer minha mãe me aconselha a faltar à aula de dança, mas eu não gosto e sempre choro”, revela Giovana que pratica dança desde os quatro anos e a quem a mãe chama, carinhosamente, de minhoca do asfalto.
     No projeto, os grupos vão sendo organizados de acordo com as habilidades de cada criança. “Cada aluno tem seu ritmo, alguns tem mais facilidade para danças mais rápidas, outros se saem melhor nos ritmos mais lentos, então organizamos os subgrupos, em que vamos trabalhando os alunos até que todos cheguem a um mesmo nível”, avalia Adriana, acrescentando que a dança contribui muito para o melhoramento da coordenação motora, para a socialização das crianças, através da criação de um circulo de amizades, e ainda influencia na desenvoltura e na desinibição.
     O aluno Luan de Souza Delfino, que diz ter entrado para o grupo por achar que tinha talento, prefere os ritmos mais lentos. “Participo de todas as coreografias, mas prefiro dançar samba”. Para Silvana da Silva, mãe das alunas Adriana e Ana Cláudia, os avanços já podem ser verificados. “Percebo que minhas filhas melhoraram a postura e, além disso, elas se sentem mais dispostas”, afirma.
     Esta semana o Dançarte completou um ano e de acordo com a professora Adriana já se pode comemorar o sucesso do projeto que ainda disponibiliza vagas para as crianças que tiverem interesse em participar.
     Além de se apresentar em eventos da cidade, a cada final de ano o grupo prepara a Mostra de Dança para que as famílias, autoridades e comunidade em geral prestigiem e acompanhem o desenvolvimento do projeto.