Voltar   Beto Maximiano

REPORTAGEM INSTANTÂNEA
Galpão abandonado no Centro
Imóvel semiconstruído está abandonado há mais de 11 anos

     VOLTA REDONDA - Ponto para usuários de drogas e esconderijos para ladrões, além de criadouro de pernilongos, ratos e baratas. É para isso que está servindo um galpão que teve sua construção paralisada na Avenida Getúlio Vargas, 961, no Centro, que segundo moradores e comerciantes da área está abandonada há mais de 11 anos. Uma moradora das proximidades, que preferiu não se identificar, conta que por diversas vezes flagrou pessoas estranhas usando drogas no galpão e que a família toda fica assustada. Como tem uma filha adolescente, ele diz ter medo.
     O galpão abandonado está incomodando também as pessoas que necessitam de passar pelo local diariamente. É o caso da estudante Maria de Fátima Santos, 24 anos. Segundo ela, que mora em outro bairro e estuda em Pinheiral, para economizar passagem é obrigada a passar todas as noites próximo ao local, que está tomado pelo mato. Semana passada, ela e uma amiga foram surpreendidas por dois adolescentes que tentavam pular o muro e quando as viu ficaram as encarando. “Passávamos próximo ao galpão abandonado quando os dois adolescentes tentavam pular o muro, mas quando nos viu voltaram e ficou nos encarando. Parece que eles estavam drogados. Ficamos morrendo de medo, mas graças a Deus conseguimos nos escapar deles”, comenta a estudante.
     Segundo os comerciantes das proximidades, seja no inverno ou no verão a área, onde já funcionou uma boate, é invadida por pernilongos, por causa da péssima situação do galpão. Além disso, há ratazanas, baratas, buracos no telhado e muito mato. Contam os reclamantes que quando chove a situação piora. É que a água fica empossada por todos os lados do terreno e, com certeza, é uma grande atração para o mosquito transmissor da dengue. Algumas lojas localizadas na Avenida Amaral Peixoto, que dá fundos para o galpão, também estão sendo prejudicadas pelo abandono. Uma vendedora diz que a loja em que trabalha já foi arrombada diversas vezes. “As autoridades competentes têm de tomar uma providência, pois estamos correndo risco de todas as formas, tanto na segurança como na saúde. Muitos comerciantes estão sendo prejudicados, mas têm medo de denunciar. É o meu caso”, concluiu a vendedora.
     Ontem, pela manhã, a reportagem de A VOZ DA CIDADE esteve no local e constatou que todas as reclamações são verdadeiras.