| Prisão
decretada
Baile acaba em tragédia
PM é suspeito
de atirar em jovem no clube Azteca
BARRA
MANSA - Foi preso em flagrante,
e está sob escolta policial no Hospital
São João Batista, Volta Redonda,
o policial militar Marcio Luiz Moreira,
27 anos, suspeito de ter atirado em Renan
Leandro da Silva, 22, na madrugada de domingo,
no banheiro do clube Azteca, no bairro
Vila Nova, durante a realização
de um baile funk. Renan foi levado para
a Santa Casa, onde se encontra no CTI,
em estado grave, por uma viatura da PM.
Segundo a polícia, Marcio foi encontrado
horas depois por policiais rodoviários
federais na Rodovia Presidente Dutra, e
disse que havia sido assaltado por quatro
homens que o espancaram e levaram seu carro,
seus documentos e sua arma.
A delegada adjunta da 90ª DP, Isabel
Cristina Camargo Leite, contou que após
Marcio, lotado há cerca de um ano
no 37ª BPM, em Resende, ser reconhecido
por testemunhas, recebeu voz de prisão,
e terá que prestar depoimento. “Não
temos dúvidas de que ele é o
autor do disparo. Duas testemunhas o reconheceram
e ele está sob escolta policial
no hospital São João Batista,
onde está internado. Assim que receber
alta será trazido aqui para a 90ª DP”,
diz ela, acrescentando que ainda não
sabe a motivação para o ato.
Segundo testemunhas, por volta das 3h30min,
por motivos ainda não esclarecidos,
Marcio segurou Renan pelo braço
e o levou para dentro do banheiro do clube,
onde, com uma arma que estava na sua cintura,
deu coronhadas na cabeça do jovem
e depois efetuou o disparo no mesmo lugar.
Uma das testemunhas reconheceu o PM através
de uma foto no álbum fotográfico
da polícia, e depois fez o reconhecimento
cara-a-cara. “Após a testemunha
reconhecer Marcio por uma foto, a levei
até o hospital onde ele se encontra,
e ele foi reconhecido, mas desta vez pessoalmente” explica
a delegada.
O major Mauro Silva de Oliveira, subcomandante
do 37ª BPM, diz que os documentos
serão encaminhados para o batalhão
após a civil terminar o seu trabalho. “O
crime é de jurisprudência
comum e não militar. Quando a Polícia
Civil terminar de fazer a sua parte os
documentos serão remetidos para
o 37º BPM, que em seguida abrirá procedimento
apuratório”, conclui.
Os familiares da vítima estão
revoltados com o que aconteceu e pedem
justiça. “Tudo o que queremos é justiça. É revoltante
que aconteça uma coisa dessas dentro
de um clube. Os amigos do Renan nos contaram
que ele não se meteu em nenhuma
confusão durante o baile. Como uma
pessoa podia estar armada no local? Queremos
saber por que ele fez isso com o Renan”,
desabafa uma das irmãs de Renan.
A diretoria
do Azteca foi procurada para se pronunciar
a respeito do caso, mas ninguém
foi encontrado. Um funcionário do
clube informou que eles estariam reunidos à noite
no local e foi tentado contato por telefone,
no entanto ninguém atendeu.
| Moradores
reclamam dos bailes |
Moradores
do bairro Vila Nova revelaram à equipe
de reportagem de A VOZ DA
CIDADE que não agüentam
mais as constantes brigas
que acontecem nos dias de
baile no clube Azteca.
Eles explicam que além do incomodo do som
alto acontecem muitas confusões no local. “Ninguém agüenta
mais. Além do barulho do som, sempre escuto pessoas brigando aqui na rua
no final dos bailes”, conta um morador que não quis ser identificado.
Outro morador, que também não quis
se identificar, diz que a maioria que reside no bairro reclama dos bailes devido
ao número de tumultos.
O presidente da Associação dos Moradores
do bairro, Adão Luis da Silva, afirma que não estava sabendo do
que havia ocorrido no baile, nem sobre as reclamações dos moradores. “Não
sei ainda o que aconteceu, nem das reclamações a respeito dos bailes
do clube, mas vou até o local apurar”, diz.
Segundo investigadores da 90ª DP, assim que
ele receber alta terá que esclarecer os motivos que o levaram a atirar
em Renan, assim como o fato de estar armado no local.
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