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BARRAMANSEANDO...
Professora Matilde Diniz Lacerda

     Bom dia, caríssimo leitor!
     As lembranças mais freqüentes que as pessoas deixam de si estão relacionadas com pequenos detalhes, que ressurgem, espontaneamente, na memória dos que ficam. São registros sutis, que se mantêm ao longo do tempo e que afloram, em primeiro lugar, nas recordações. Não há regras para os eventos geradores dessas lembranças. Geralmente, hábitos ou gostos, citações ou simples gestos precedem, em nossa memória, a relevância da obra e dos feitos mais notáveis das pessoas. Posso citar alguns exemplos: Júlio César, imperador romano, traz-me à mente a exclamação, que a história nos legou: “Até tu, Brutus?, no momento em que era apunhalado por seus inimigos políticos, com a participação do próprio filho. Outro exemplo seria o de Juscelino Kubitschek de Oliveira, o grande presidente. Duas referências afloram, quando penso nele, “O Construtor de Brasília” e “O Nonô de Dona Júlia”. Só depois outros fatos da vida do grande estadista vão chegando e ocupando espaço. Do presidente Wenceslau Braz lembro-me de suas pescarias lá na Fazenda Vila Maria, em Itajubá-MG. Presidente Castelo Branco, “O presidente do Golpe Militar ”. Presidente Costa e Silva, “O vício do carteado”. Presidente Figueiredo, “Prendo e arrebento” e “Prefiro cheiro de cavalo a cheiro de gente”. Governador Magalhães Pinto,_“O Banco Nacional e seu guarda-chuva”.
     Aqui, nesta querida Barra Mansa, ao ouvirmos determinados nomes podemos nos lembrar de certos feitos: Dr. Haroldo Cruz e seu irmão Dr. Guilherme, “a Sobeu, atual UBM e também da Sabec”. Dr. Feres Nader, “Sistema Sul Fluminense de Comunicação”. Dona Zeca, “de seu antigo Curso de Admissão ao Ginásio”. Do Fábio Tona, “a Farmácia Santa Clara”. Professora Jandira Reis, “o G.E. Barão de Aiuruoca. Denizard Leon do Nascimento, “a Estação de Saudade e o seu bom trabalho para o esporte barramansense”. Júlio Branco, “transportes e dos famosos churrascos acontecidos no seu sítio”. Jair da Rosa Pinto e seu magnífico futebol. Madalena Caldeira e seu sucesso nos eventos sociais da época. Comendador Geraldo Osório, “a Rodoviária de Barra Mansa”. Lourdinha Chiesse e colegas, o famoso e extinto Grecab ”. O Bloco das Paulas, “animação de antigos carnavais”. Prefeito Leonísio Sócrates Batista, “a inauguração do calçamento da Avenida Homero Leite, em Saudade”. O Sr. Leal, “os nossos antigos cinemas”. Ao falarmos em Luiz Amaral nos lembramos logo de que foi considerado o melhor professor de matemática da cidade e nosso triprefeito, entre tantas lembranças mais. Clécio Penedo: desenhista, pintor inigualável. Alan Carlos Rocha e Dr. José Carlos Faria, “historiadores Barramansenses”.
     Minha gente, eu não posso continuar com esta lista, não tenho espaço para tal. Só posso dizer que há nomes e nomes não citados, cada qual com o seu feito. E, neste momento, enquanto minha neta me pede um livro de estórias para ler, eu me lembro das belas estórias contadas por meu querido pai. Naquele tempo não havia a fartura de livros infantis como hoje. Mas... vamos deixar de saudosismo e acompanhar os tempos atuais, não é? A vida é um presente de Deus!
     Até a próxima!