BATENDO
DE PRIMEIRA
por Alex Teixeira
Futebol
se ganha pelas laterais
Desde que as equipes passaram a atuar
sem os chamados pontas, o que ocorreu a
partir dos anos 80, o futebol profissional
passou a exigir mais dos laterais. A então “nova” filosofia
tática surgiu na Europa, no entanto, é implantada
nas demais escolas, inclusive no Brasil.
A seleção de 2002, comandada
por Luiz Felipe Scollari, disputou o mundial
no famoso 3-5-2 e, mesmo diante das críticas
de um segmento da crônica esportiva,
acabou levando a melhor. Parreira, entretanto,
voltou ao tradicional 4-4-2, mas ainda
assim, no decorrer das eliminatórias,
demonstrou depender muito das alas.
A grande questão colocada no momento
está centrada exatamente no fato
de que Cafu e Roberto Carlos não
atravessam boa fase e, além disso,
já estão com idades relativamente
avançadas para um esporte hoje tão
competitivo. O primeiro, aos 35 anos, para
complicar vem de uma contusão recente
e só atuou por sua equipe cinco
vezes desde que voltou a campo. Como opção,
o treinador brasileiro tem Cicinho, um
jovem talento, mas sem experiência
suficiente na seleção para
assumir a vaga de titular no setor. Vale
ressaltar ainda que Cafu foi capitão
na campanha do penta.
Se na direita as coisas preocupam, na esquerda
não é diferente. Aos 33 anos,
Roberto Carlos disputará seu último
mundial e no Real Madrid vem de uma seqüência
de partidas ruins. Nem mesmo o chute forte,
principal virtude do atleta, o torcedor
tem visto. Parece que o jogador ainda atua
por imposição de um contrato
profissional, mas não pelo prazer
de jogar. Como eventual reserva, Gilberto
pode surpreender os mais céticos
e caso tenha oportunidade pode agradar.
O atleta do Hertha Berlin, da Alemanha
fez excelentes partidas pelo campeonato
do país sede da copa, sendo uma
das armas daquela equipe.
Diante de composições táticas
cada vez mais fortes em termos de marcação,
em que os espaços do campo parecem
diminuir ano a ano, continuar investindo
nas alas é fundamental para as pretensões
de qualquer equipe postulante ao título.
O Brasil, na condição de
favorito, em especial, não pode
abrir mão desse mecanismo.
Lance rápido
Brasileirão – Na rodada do
fim de semana os clubes do Rio tiveram
participação ruim. O Vasco
perdeu para o Corinthians, em São
Januário, por 4 a 2, após
estar vencendo por 2 a 0 e perder gols
incríveis. O Flamengo foi a Belo
Horizonte e perdeu para o Cruzeiro de virada,
por 2 a 1, enquanto o Botafogo foi novamente
derrotado, desta vez para o Juventude,
em Caxias do Sul, por 1 a 0. Apenas o Fluminense
se deu bem, ao vencer o até então
líder Santos, por 1 a 0. A próxima
rodada acontece hoje e amanhã. Destaque
para o clássico entre Botafogo x
Vasco, amanhã. Logo mais, o Flamengo
recebe o Santos, no Maracanã e o
Fluminense vai ao Ceará para enfrentar
o Fortaleza.
Copa
do Brasil – Pelas boas campanhas
de Vasco e Flamengo o torcedor não
merecia aguardar para somente após
a Copa do Mundo ver qual será o
carioca campeão. Se os jogos finais
fossem neste momento, teoricamente a equipe
cruzmaltina estaria mais estruturada, com
um padrão de jogo melhor definido.
Lamentavelmente, o primeiro confronto será somente
no dia 19 de julho.
Copa
do Mundo – Prosseguindo as
rápidas análises sobre as
seleções que disputam o mundial,
coloco em destaque a Inglaterra, principal
força da chave B. Mantendo a base
da última copa e com novidades interessantes,
como o atacante Rooney, de apenas 20 anos,
os britânicos pretendem acabar com
a fama do “nadar muito e morrer na
praia”. Só para lembrar, eles
ainda têm outros bons jogadores,
como Neville, Beckhan, Lampard e Owen.
Bola
pra dentro – Literalmente,
do atacante Nilmar, que deitou e rolou
sobre a defesa improvisada do Vasco, após
a expulsão dos titulares cruzmaltinos
Jorge Luís e Fábio Braz,
no jogo do último domingo.
Bola
pra fora – Do zagueiro vascaíno Éder
e do meia Igor, que foram entortados pelo
craque corinthiano.
e-mail: alexqteixeira@yahoo.com.br
Alex Teixeira é jornalista
e membro efetivo da Associação
Brasileira dos Cronistas Esportivos (Abrace)
e da Associação dos Cronistas
Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj)
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