A notícia foi divulgada pela imprensa
regional: o PPS de Barra Mansa, em reunião
do seu diretório, bateu o martelo
em torno do lançamento de duas
pré-candidaturas a deputado estadual.
Os nomes escolhidos seriam o vereador José Marques
e o vice-prefeito, Arnaldo
Borges. Seria risível e até burlesco,
se não envolvesse dois nomes que
merecem da comunidade, acima de tudo, respeito.
Só quem não conhece as dificuldades
e as implicações para uma
caminhada vitoriosa rumo à Alerj
pode ser imprudente em lançar dois
nomes numa só legenda, quando a
realidade aponta para a impossibilidade
de Barra Mansa
eleger pelo menos um representante, tal
a proliferação de pré-candidaturas.
Não se pode negar, evidentemente,
o direito adquirido pelo cidadão
em apresentar-se candidato a qualquer pleito,
desde que tenha o seu nome homologado por
algum partido, através da convenção
pertinente.
Mas, não se pode admitir que candidaturas
sem nenhuma consistência, sem uma
estrutura que as qualifique viáveis,
sejam lançadas, apenas para satisfazer
o ego do político.
O PPS tem um líder na pessoa de
Darquinho, ex-vice-prefeito que teve a
coragem de "chutar o balde" quando
sentiu o descalabro que seria o governo
da prefeita Inês Pandeló (PT).
Em nome dessa corajosa atitude que o elevou à condição
de político confiável e esclarecido,
Darquinho tem a
responsabilidade de conter a impetuosidade
intempestiva de seus companheiros, mostrando
a cada um o risco do ridículo a
que se submetem e,
pior, submetem também o seu partido.
Afinal, por mais que tentem o contrário,
política ainda é uma coisa
séria.
Ou deveria ser.
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