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RABELLO
e Dychoum apresentam o projeto
da Casa de Custódia
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SEGURANÇA
PÚBLICA
Mais uma Casa de Custódia
Projeto de construção
foi apresentado esta semana; unidade vai
abrigar 350 presos
RESENDE
- O coordenador de Projetos e
Obras da Secretaria Estadual de Segurança
Pública, Merri Daychoum, apresentou,
durante reunião na Câmara
de Vereadores, segunda-feira, o projeto
da Casa de Custódia de Resende.
Com custo de R$ 8 milhões e capacidade
inicial para abrigar 350 presos - 300 homens
e 50 mulheres - a Casa de Custódia
da cidade terá como diferencial
em relação às 14 já construídas
e às cinco em fase de construção
o fato de ter alas mistas. De acordo com
Daychoum, o projeto requereu criatividade,
pois a inserção de uma ala
feminina específica alterou a proposta
arquitetônica costumeiramente adotada
pelo governo estadual.
O procurador geral do município,
Ricardo Rabello, coordenou o encontro,
que reuniu representantes da Aman, Polícia
Militar e da Pastoral Carcerária,
além do bispo da Cúria Diocesana
de Volta Redonda e Barra do Piraí,
Dom João Maria Messi.
Rabello informou que nos próximos
dias estará sacramentada a doação
do terreno onde será construída
a Casa de Custódia, próximo
a uma área da Academia Militar das
Agulhas Negras (Aman), ao Aterro Sanitário
do município e a um cemitério. “O
proprietário está sendo bastante
solícito e aumentou a área
doada, inicialmente de 12 mil metros quadrados,
em mais oito mil, para tornar mais fácil
o processo de doação, já que
por estar em área rural o módulo
mínimo a ser aprovado pelo Incra é de
20 mil metros. A área faz parte
de um espólio. A Justiça
já homologou a partilha dos bens
do espólio e lavrará alvará específico
para autorizar a doação dessa área”,
explica.
Daychoum, no entanto, informou aos presentes
que o Estado não possui recursos
para custear o projeto. O procurador geral
revelou que, em princípio, na semana
que vem se encontrará com a direção
do Tribunal de Justiça, para mostrar
o projeto da Casa de Custódia e
pedir o apoio financeiro da instituição
para fazer a obra sair do papel. Os representantes
da Pastoral Carcerária colocaram-se à disposição
para acompanhar o procurador no encontro,
reforçando a importância da
obra e mostrando que a sociedade civil
anseia por ela.
O coordenador
de Projetos e Obras da Secretaria Estadual
de Segurança Pública
ressaltou que, uma vez obtida a verba necessária
para a obra, os serviços levarão
de quatro a cinco meses. “O importante
agora é definir de onde virão
os recursos para a obra. Atendemos às
solicitações da Pastoral
Carcerária para incluir no projeto
uma ala feminina. Pelo que sabemos há cerca
de 20 presas da região que estão
em outras cidades e poderiam estar custodiadas
na Casa de Resende”, conclui.
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