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A arte de mentir
     Instalou-se na Prefeitura de Barra Mansa a indústria da mentira. Nunca, em tempo algum, a inverdade foi tão difundida, com o intuito de cobrir as mazelas que o chefe do Executivo pratica à frente do governo.
     Ninguém assume responsabilidades dos atos praticados e a propaganda enganosa passou a ser a prática para justificar a omissão do prefeito e sua equipe, como a querer anestesiar o povo.
     Passa-se ou procura-se passar uma imagem que absolutamente não corresponde com a verdade, desvinculada da realidade, triste realidade, vivida pelo município em todos os seus segmentos.
     O prefeito fala que não tem recursos para atender o funcionalismo em suas justas reivindicações, mas tem dinheiro para fazer propaganda pessoal acoplada à propaganda inócua da Copa do Mundo.
     Não tem máquinas para atender aos bairros, mas tem equipamento para ceder a terceiros, como ocorreu com a patrol que está jogada numa ribanceira em terreno particular.
     Não tem veículos para atender um doente que necessite ser transportado com urgência, mas tem carro para propiciar passeios e lazer para os seus seguidores.
     Fala que respeita a câmara, mas, seguidamente, pratica atos que desfiguram o poder dos vereadores, como a querer mantê-los sob o tacão de sua bota.
     Fala que é leal com os parceiros, mas trai todos de forma deslavada, como aconteceu com o vereador Ademir Melo, sua mais recente vítima.
     Mentiras, mentiras e mais mentiras. Sorte sua que a câmara faça ouvidos moucos às denúncias que fluem em nossas páginas diariamente e não adote nenhuma providência para a preservação da dignidade administrativa.
     Municípios menores têm dado demonstrações da força do seu Legislativo, o que se espera, ainda aconteça em Barra Mansa.