Estudo do meio ambiente

     Ao mesmo tempo em que assistimos à impressionante expansão das atividades de produção e exploração de petróleo na Bacia de Campos, que tem no município de Macaé seu principal centro nervoso, observamos o ritmo de crescimento igualmente acelerado e desordenado de toda a região, com impactos visíveis no meio ambiente, que provocam modificações e desequilíbrio em todo o ecossistema e, conseqüentemente, na qualidade de vida da população.
     Preocupados em aprofundar o conhecimento sobre aquele ecossistema, de maneira a permitir o crescimento sustentável da região, no início dos anos 80 um grupo de pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, liderado pelo professor Francisco de Assis Esteves, começou a estudar a biodiversidade das restingas e lagoas costeiras de Macaé e seu entorno, na Região Norte Fluminense.
     Instalados em algumas barracas de acampamento e sem saber, ou pelo menos sem imaginar exatamente, onde seu trabalho iria chegar, o que é próprio da investigação científica, estavam plantando as raízes do atual Núcleo de Pesquisas em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-ambiental de Macaé da UFRJ, o Nupem, onde hoje se desenvolvem importantes projetos ecológicos do país.
     Ao visitar o Nupem, no início deste mês, pude constatar a grandiosidade e a importância do trabalho ali realizado por seus pesquisadores. Fruto de uma parceria entre várias instituições e empresas, dentre elas a Petrobrás, o Núcleo desenvolve pesquisas para conhecer e preservar a biodiversidade dos diferentes ecossistemas, não só do município, mas das regiões Norte, Noroeste, Serrana e Baixada Litorânea do estado. Além do interesse de nossos pesquisadores, o Nupem tem atraído cientistas de várias instituições e universidades de todo o país e até dos Estados Unidos e da Europa.

Wanderley de Souza
Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro