O time está pior

     Há quatro anos, quando todo o Brasil foi mobilizado e saiu às ruas, as esperanças eram mais fortes. Os discursos eram mais claros e as estrelas do espetáculo tinham mais peso: Lula, Serra, Garotinho e Ciro. Desse grupo só volta ao embate eleitoral Lula, porque foi eleito. Volta com uma parcela de desgaste que todo mandato desgasta mesmo que seja bem sucedido. Desgaste maior pela enxurrada de escândalos que pipocaram em seu governo e ainda estão pipocando. É preciso, entretanto que se diga: quem tem a caneta na mão pode ganhar uma eleição. O presidente tem sido hábil nessa questão. Comprou caciques do PMDB para tirar Garotinho do páreo e assim, talvez, conseguir o eleitorado do Estado do Rio. Ciro já tinha sido cooptado desde o princípio e vai ser cabo eleitoral. Serra, outro temido adversário, foi rejeitado pelo partido e vai aguardar o futuro.
     O time agora, ou melhor, as estrelas do time, são Lula, Alkimim, Heloisa Helena e outro, talvez o Buarque. Compare a disputa de 2002 com a que teremos em 2006. A campanha da TV vem aí e quem tem telhado de vidro...
     O time que disputa o Governo do Estado do Rio tem mais peso que o nacional: Sérgio Cabral, Marcelo Crivella, Eduardo Paes e Denise Frossard. Espero desses candidatos uma campanha limpa com apresentações de programa para o futuro sem aquela de rechear discurso colocando defeito no governo que está findando. Não confio em candidato que nos faz perder tempo e procura substituir a sua falta de conteúdo colocando defeito nas obras dos outros. Falar é fácil. Recebi um panfleto com o projeto político de Cabral para o Governo do Estado. Não vi nele nenhuma menção de melhoria para os aposentados e pensionistas do Estado que passaram todo o governo de Rosinha sem ter o acréscimo de um centavo em seus contracheques. Logo Cabral que se diz tão amigo dos “velhinhos”, deveria colocar isso como ponto chave do seu programa. A qualidade de vida da terceira idade está na razão direta do que está escrito em seus contracheques. É hora de sugerir para depois cobrar.